Fundo de População da ONU discute direitos humanos com profissionais de empreendedorismo

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) promoveu em junho (27), em Brasília (DF), um workshop sobre direitos humanos para profissionais que trabalham com empreendedorismo e empoderamento da juventude.

Ao longo de um dia inteiro, 17 professores de diversas regiões do Brasil puderam aprender um pouco mais sobre igualdade racial e de gênero e direitos da população LGBTI. Os debates incluíram temas como racismo institucional e ações afirmativas.

Workshop do UNFPA abordou questões de direitos humanos com profissionais que trabalham com empreendedorismo e empoderamento da juventude. Foto: UNFPA/Fabiane Guimarães

Workshop do UNFPA abordou questões de direitos humanos com profissionais que trabalham com empreendedorismo e empoderamento da juventude. Foto: UNFPA/Fabiane Guimarães

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) promoveu em junho (27), em Brasília (DF), um workshop sobre direitos humanos para profissionais que trabalham com empreendedorismo e empoderamento da juventude.

Ao longo de um dia inteiro, 17 professores de diversas regiões do Brasil puderam aprender um pouco mais sobre igualdade racial e de gênero e direitos da população LGBTI. Os debates incluíram temas como racismo institucional e ações afirmativas.

Entre os participantes do workshop, estavam membros da Agência Besouro, que promove programas de capacitação de jovens da periferia. O evento foi fruto de uma parceria entre a instituição e o UNFPA, que querem promover o desenvolvimento da juventude com uma perspectiva de direitos humanos. A cooperação prevê a troca de experiências e de boas práticas para aprimorar conteúdos e ações de sensibilização.

Outra iniciativa realizada no marco da colaboração entre a Besouro e o fundo da ONU foi a revisão do material de estudo direcionado aos jovens que passam pelos programas de empreendedorismo da agência. A edição incluiu conceitos de direitos humanos nos exemplos didáticos.

Os profissionais da Besouro atuam em salas de aula por meio de projetos com a iniciativa privada, a sociedade civil e os governos. As equipes estimulam a formação profissional e a veia empreendedora de jovens em situação de vulnerabilidade social.

“Valorizar e incentivar a juventude passa também por dialogar diretamente com esse público, garantindo que tenha um desenvolvimento pleno e atinja todo o seu potencial. Na América Latina e Caribe, a população jovem é de aproximadamente 165 milhões de pessoas”, lembrou a oficial de programa para Gênero, Raça, Etnia e Comunicação do UNFPA, Rachel Quintiliano.

“Incentivar a participação dessa população e contribuir para que todo o seu potencial seja aproveitado está entre os compromissos do UNFPA e é um fator essencial para assegurar e ampliar direitos, inclusive aqueles relacionados ao planejamento da vida reprodutiva.”

Entre os convidados do workshop, estavam a assessora de Direitos Humanos do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), Angela Pires; a gerente de Projetos de Liderança e Participação Política, Governança e Normas Globais da ONU Mulheres, Ana Cláudia Pereira; a oficial de programa em Saúde Sexual e Reprodutiva do UNFPA, Anna Cunha; e o oficial de programa em HIV e Juventude do UNFPA, Caio Oliveira.

Ao final do workshop, os profissionais participaram de uma oficina sobre casos práticos de direitos humanos em ambientes de empreendedorismo, discutindo questões como a discriminação por gênero, orientação sexual ou raça no ambiente de trabalho.

“Essa ação vai impactar 100 mil jovens até o próximo ano. Nós precisamos de subsídios para fazer nosso programa melhor. Nosso objetivo é fazer o jovem sair do limbo e deixar de ser invisível, fazer com que ele seja referência e melhorar o desempenho de nossas turmas, tratando as pessoas de forma melhor. E aprendemos muito aqui porque, se a pessoa for incluída, com certeza esses objetivos serão realizados”, avaliou o presidente da Agência Besouro, Vinicius Lima.

A professora parceira da Besouro e integrante da Confederação Nacional dos Jovens Empresários (CONAJ), Priscila Dias, afirmou que deixou o workshop “transformada”. “O conteúdo foi passado de forma brilhante e esclarecedora e vai chegar à ponta. É muito importante ter sensibilidade para olhar para esses grupos que às vezes estão ali nas nossas salas de aula, existindo calados”, disse.

“Saio daqui renovado, mas sensível a essa questão porque confesso que esta temática estava passando à margem. Temos que olhar e cuidar das pessoas e saímos daqui percebendo a importância disso”, acrescentou Roberto Bemfica, servidor da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (EMATER), que desenvolve um projeto com jovens do campo.


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