Fundo de População da ONU dá orientações de saúde para venezuelanos transferidos de Roraima

Antes de serem transferidos para outros estados do Brasil, refugiados e migrantes venezuelanos que vivem em Roraima recebem orientações sobre saúde sexual e reprodutiva e sobre violência de gênero.

A iniciativa é do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), que apoia o programa de interiorização do governo federal por meio de sessões informativas para mulheres, gestantes e lactantes, pessoas LGBTI, idosas ou com deficiência.

O UNFPA lidera a ação de prevenção e resposta à violência baseada em gênero e atua na promoção do acesso à saúde sexual e reprodutiva. Foto: UNFPA Brasil/Thais Rodrigues

O UNFPA lidera a ação de prevenção e resposta à violência baseada em gênero e atua na promoção do acesso à saúde sexual e reprodutiva. Foto: UNFPA Brasil/Thais Rodrigues

Antes de serem transferidos para outros estados do Brasil, refugiados e migrantes venezuelanos que vivem em Roraima recebem orientações sobre saúde sexual e reprodutiva e sobre violência de gênero. A iniciativa é do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), que apoia o programa de interiorização do governo federal por meio de sessões informativas para mulheres, gestantes e lactantes, pessoas LGBTI, idosas ou com deficiência.

Os encontros com os venezuelanos que participam da interiorização também têm como público-alvo indígenas e outros indivíduos com necessidades específicas de proteção. Na última semana de junho, o UNFPA promoveu duas sessões informativas.

“Nós compartilhamos informações básicas sobre o acesso a serviços em saúde sexual e reprodutiva, os serviços a serem procurados em caso de violência de gênero, xenofobia, entre outros. Em um segundo momento, é explicado que o apoio mútuo na cidade de destino é muito importante, principalmente para as mulheres”, explica a especialista em Mobilização de Campo do UNFPA em Roraima, Débora Rodrigues.

“Nós reforçamos as orientações para que elas se ajudem, compartilhem informações umas com as outras e busquem serviços.”

A profissional da agência da ONU conta que, “como as sessões informativas ocorrem na véspera da viagem, é um momento em que essas pessoas estão extremamente ansiosas e com medo”.

“A maioria nunca viajou de avião. Por isso é tão importante reforçar a questão da resiliência comunitária, dizer que, por mais que encontrem obstáculos, é fundamental não desistir e ser persistente, criando confiança para seguir adiante”, completa Débora.

Com esse tipo de ação, o fundo da ONU busca criar uma rede de proteção, de forma que as pessoas possam se sentir amparadas mesmo com a transferência para lugares diferentes.

Interiorização

A Operação Acolhida é a estratégia do governo federal — em parceria com as Forças Armadas — responsável por coordenar a recepção das pessoas venezuelanas que chegam ao Brasil. Os processos de interiorização são um dos principais eixos da operação, por proporcionar aos refugiados e migrantes mais opções de trabalho, moradia, educação e saúde.

A interiorização é um processo totalmente voluntário. Todos os venezuelanos que se interessam pela transferência são previamente registrados e recebem orientações para obter a documentação necessária, incluindo para fins de regularização no país. A operação também garante que as vacinas, imunizações e exames de saúde estejam em dia. De acordo com a Força-Tarefa do governo, mais de 12 mil pessoas já foram levadas para pelo menos 17 estados brasileiros.


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