Fundo de emergência da ONU aprova apoio de 3 milhões de dólares para crise humanitária nas Filipinas

De acordo com o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), mais de 117 mil pessoas estão desalojadas na cidade de Zamboanga por causa dos confrontos armados e, agora, fortes chuvas.

Superlotação no principal centro de evacuação na província costeira de Zamboanga, nas Filipinas, causa riscos crescentes para a saúde e a vulnerabilidade de pelo menos 70 mil pessoas. Foto: OCHA

Superlotação no principal centro de evacuação na província costeira de Zamboanga, nas Filipinas, causa riscos crescentes para a saúde e a vulnerabilidade de pelo menos 70 mil pessoas. Foto: OCHA

Resultado de confrontos armados entre forças governamentais e atores não estatais, a crise humanitária nas Filipinas já deixou um legado de destruição de mais de 10 mil casas e o desalojamento de mais de 117 mil pessoas na cidade de Zamboanga, alertou a ONU nesta terça-feira (8).

A crise foi agravada pelas recentes chuvas torrenciais, que causaram o deslocamento de comunidades inteiras. Por isso, o fundo de emergência das Nações Unidas vai alocar 3 milhões de dólares para ajudar a população no sul do país.

O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) afirmou que a condição em todos os alojamentos para os deslocados é de superlotação.

As pessoas que já tinham deixado os abrigos para voltar para casa agora retornam por causa das chuvas – que obrigaram comunidades inteiras a se deslocar –, aumentando ainda mais o número de pessoas que buscam refúgio.

Mais de 117 mil pessoas estão desalojadas na cidade de Zamboanga e mais de 8 mil estão deslocadas na província de Basilan, acrescentou o OCHA. As condições de vida das comunidades deslocadas deterioraram ainda mais nos últimos quatro dias por inundações causadas por fortes chuvas e ventos, que destruíram os plásticos usados como abrigos de emergência.

A coordenadora humanitária da ONU nas Filipinas, Luiza Carvalho, pediu à comunidade internacional para preencher a lacuna de 21 milhões de dólares da ajuda humanitária solicitada para o país, que atenderá às necessidades imediatas de coordenação e gestão dos campos, como a água, higiene e saneamento, proteção de segmentos como crianças e contra a violência baseada no gênero, saúde (incluindo a saúde reprodutiva), logística e itens alimentares e não alimentares, como utensílios de cozinha.