Fundo da ONU verifica resultados de projeto de desenvolvimento do Semiárido no Piauí

O governo do Piauí, por meio da Secretaria da Agricultura Familiar (SEAF), iniciou na segunda-feira (19), na comunidade São José, em Valença, missão de supervisão ao Projeto Viva o Semiárido pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), agência das Nações Unidas. A iniciativa conjunta estimula o desenvolvimento de regiões rurais em 58 municípios do estado.

A iniciativa conjunta Viva o Semiárido estimula o desenvolvimento de regiões rurais em 58 municípios do estado. Foto: Governo do Piauí

A iniciativa conjunta Viva o Semiárido estimula o desenvolvimento de regiões rurais em 58 municípios do estado. Foto: Governo do Piauí

O governo do Piauí, por meio da Secretaria da Agricultura Familiar (SEAF), iniciou na segunda-feira (19), na comunidade São José, em Valença, missão de supervisão ao Projeto Viva o Semiárido pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), agência das Nações Unidas. A iniciativa conjunta estimula o desenvolvimento de regiões rurais em 58 municípios do estado.

As atividades de campo continuam até esta quinta-feira (22) e a missão cumpre agenda no Piauí até o dia 31 de agosto. Integram a comitiva do FIDA 11 consultores, especialistas em gênero, aquisição e meio ambiente, divididos em quatro grupos. Foram feitas visitas no assentamento São José, que desenvolve projetos com 12 famílias, especialmente nas áreas de ovinocaprinocultura e piscicultura.

Fazem parte da comitiva o oficial de projetos FIDA no Brasil, Hardi Vieira, e o consultor de meio ambiente da organização, Raul Espinoza. Participaram ainda o secretário de Agricultura Familiar do Piauí, Herbert Buenos Aires, a assessora técnica do projeto Viva o Semiárido, Lúcia Araújo, e técnicos da Cooperativa de Producao e Servicos de Tecnicos Agricolas do Piaui (COOTAPI), EMPLANTA Projetos agropecuários e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER).

O secretário de Agricultura Familiar do estado destacou, na ocasião, que uma das principais atividades realizadas foi o encerramento do curso ministrado pelo bonequeiro Chagas Vale, premiação que o grupo recebeu por meio de um trabalho desenvolvido com jovens do projeto, em parceira com a EAD Escola Comradio do Brasil, quando foram treinados 120 jovens em todos os territórios do Piauí.

“A ação chamou a atenção de todos, por integrar a comunidade com uma atividade educativa, que envolve a família e incentiva a organização na comercialização dos produtos, contando suas próprias histórias, mostrando o trabalho que realizam, incentivando a troca de informações, de conhecimento e, consequentemente, elevando a autoestima das famílias agrícolas”, concluiu o gestor.

A trabalhadora rural Gregorina Ferreira do Vale, seu marido e seus dois filhos consomem e comercializam os produtos do quintal produtivo que obtiveram por meio da iniciativa. “O projeto foi muito bom pra gente. Além do conhecimento, vendemos as hortaliças que plantamos na roça na feira livre de Valença, ajuda muito no orçamento, nas compras de casa”, frisou a agricultora.

O coordenador do Viva o Semiárido no Piauí, Francisco das Chagas, destacou que a comunidade também participou do curso de Ecogastronomia para Jovens, realizado pela Secretaria Estadual da Assistência Social (SASC) e pela Fundação do Meio Ambiente e Ecoturismo do Piauí (FUNPAPI).

“É importante destacar que a entidade responsável pela realização do curso contratou como ministrante outra beneficiária do projeto, Maria do Perpétuo Socorro, conhecida como ‘Preta’, de São José dos Cocos, em Ipiranga”, informou Francisco das Chgas, o “Chicão”. Ao final da atividade, foi oferecida degustação de pratos que os jovens aprenderam durante o curso, feitos à base de palma forrageira, carneiro e outros produtos.

O agricultor Antônio Alves de Araújo avaliou que o projeto é importante porque financia o sustento das famílias e permite melhorar suas condições de vida. “Mas também está entrando na parte cultural, como de gastronomia e bonecos, o que ajuda muito na questão da aprendizagem no campo”, concluiu Antônio.

No mesmo dia, a comitiva também visitou a associação de Piscicultores de Inhuma, projeto que já está em fase final e que no ano passado conseguiu comercializar 50 toneladas de pescado.