Fundo da ONU investirá US$ 24,3 milhões na agricultura familiar da Argentina

O Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o governo da Argentina formalizaram na semana passada (13) uma parceria que vai injetar 24,3 milhões de dólares na agricultura familiar do país. Cerca de 8 mil famílias — pouco mais de 37,6 mil argentinos — serão beneficiadas pela iniciativa, que vai ajudar a inseri-las em cadeias produtivas e mercados.

Zona rural na Argentina. Foto: Banco Mundial/Nahuel Berger

Zona rural na Argentina. Foto: Banco Mundial/Nahuel Berger

O Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o governo da Argentina formalizaram na semana passada (13) uma parceria que vai injetar 24,3 milhões de dólares na agricultura familiar do país. Cerca de 8 mil famílias — pouco mais de 37,6 mil argentinos — serão beneficiadas pela iniciativa, que vai ajudar a inseri-las em cadeias produtivas e mercados.

O programa — conhecido pela sigla PROCANOR — é voltado para propriedades agrícolas de pequena escala no norte da Argentina e tem, como objetivo, melhorar as condições de vidas de grupos vulneráveis, como indígenas, mulheres e jovens. Dez províncias do país — Catamarca, Chaco, Corrientes, Jujuy, Salta, Misiones, Formosa, La Rioja, Santiago del Estero e Tucumán — serão contempladas pelo projeto.

Atualmente, há 251 mil propriedades familiares no país, muitas delas operadas por agricultores vivendo na pobreza. Em 2010, 18% da população rural e 22% dos domicílios no campo não conseguiam obter o mínimo para suprir suas necessidades básicas.

A iniciativa apoiada pelo FIDA almeja reverter esse cenário, incluindo produtores em cadeias de valor emergentes, como as de quinoa, batatas de origem andina, chia, carne de lhama, lã e outras. Outra frente de atuação é a criação de parcerias entre o agronegócio, empresas comerciais e organizações de agricultores.

O orçamento total do PROCANOR é estimado em quase 39 milhões de dólares. Do montante, 24 milhões serão investidos pelo FIDA na integração das fazendas a novos mercados via empréstimos e outros 330 mil — também da agência da ONU — serão doações para uso em pesquisa e gerenciamento de informações. O projeto é cofinanciado pelo governo, que contribuirá com 11,4 milhões, e pelos próprios beneficiários, que entrarão com uma soma de 3,2 milhões.