Fundo da ONU cria plataforma com histórias de mulheres afetadas pelo zika

Site reúne relatos colhidos pela equipe do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) durante atividades de campo em regiões afetadas pelo surto de zika. O objetivo é mobilizar comunidades e ampliar o acesso a informações sobre o vírus e seus efeitos na saúde das mulheres com um enfoque em direitos, igualdade de gênero e planejamento voluntário da vida reprodutiva.

Espaço “Histórias, Direitos e Zika” conta experiências e traz relatos inspiradores de mulheres que estão buscando responder às incertezas causadas pelo zika. Foto: Fotos: Mariana Tavares e Midiã Santana/UNFPA

Espaço “Histórias, Direitos e Zika” conta experiências e traz relatos inspiradores de mulheres que estão buscando responder às incertezas causadas pelo zika. Foto: Fotos: Mariana Tavares e Midiã Santana/UNFPA

Mulheres, jovens e adolescentes que vivem em áreas afetadas pela epidemia de vírus zika estão enfrentando os riscos da doença com coragem, criando redes de apoio para bebês com microcefalia e superando seus desafios com esperança e determinação.

É o que mostram as histórias de vida reunidas pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no novo espaço virtual “Histórias, Direitos e Zika”, lançado nesta quarta-feira (6).

O espaço traz relatos de mulheres que buscam responder às incertezas causadas pelo zika e decidir se e quando engravidar de modo seguro, proteger-se do vírus durante a gravidez e, nos casos de infecção, cuidar da melhor forma de seus bebês nascidos com microcefalia.

Histórias como de Débora de Andrade, moradora da comunidade Rosa Selvagem, de Recife, inauguram a série. Débora viveu a angústia de ser diagnosticada com zika durante a gravidez, mas descobriu no exame pré-natal que o bebê estava bem e que, na verdade, ela tinha chikungunya.

O espaço virtual será usado para compartilhar registros feitos pela equipe do UNFPA e parceiros durante atividades de campo desenvolvidas pela iniciativa “Atuando em Contextos de Zika: Direitos Reprodutivos de Grupos em Situação de Vulnerabilidade” em comunidades de Pernambuco e Bahia, estados que registram o maior número de casos de síndrome congênita de zika, como microcefalia.

O objetivo da iniciativa é mobilizar comunidades e ampliar o acesso a informações sobre o zika e seus efeitos na saúde das mulheres com um enfoque em direitos, igualdade de gênero e planejamento voluntário da vida reprodutiva.

A ação prioriza a população mais exposta ao vírus — mulheres em idade reprodutiva, especialmente adolescentes e jovens afrodescendentes de 15 a 29 anos das localidades com maior vulnerabilidade socioambiental ou com maior incidência de microcefalia e malformações sugestivas de infecções congênitas por zika.

As atividades foram realizadas em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE) e dez organizações da sociedade civil, com recursos do Fundo de Emergência Global do UNFPA e do governo japonês.

Acesse a plataforma aqui ou pela página do UNFPA Brasil.