Fundo agrícola da ONU visita comunidades da Bahia para planejar investimentos na agricultura familiar

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Uma equipe do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) está na Bahia para planejar a implementação do programa Pró-Semiárido, uma iniciativa do governo estadual para combater a miséria e fortalecer a agricultura familiar em 32 municípios. Realizada em parceria com o organismo da ONU, a iniciativa prevê uma injeção de 300 milhões de reais nas regiões contempladas até 2021. A missão da agência das Nações Unidas será concluída na última semana de novembro.

Comunidades rurais do semiárido baiano são foco do projeto Pró-Semiárido. Foto: Governo da Bahia

Comunidades rurais do semiárido baiano são foco do projeto Pró-Semiárido. Foto: Governo da Bahia

Uma equipe do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) está na Bahia para planejar a implementação do programa Pró-Semiárido, uma iniciativa do governo estadual para combater a miséria e fortalecer a agricultura familiar em 32 municípios. Realizado em parceria com o organismo da ONU, o projeto prevê, até 2021, investimentos de 300 milhões de reais para as regiões contempladas. A missão da agência das Nações Unidas será concluída na última semana de novembro.

Em Carrapato, um dos municípios visitados na semana passada (9) pelos especialistas do FIDA, a comunidade de Filadélfia deverá receber do Pró-Semiárido recursos estimados em 45 mil reais. O valor será investido na cadeia produtiva da mandioca, com a instalação de uma cozinha comunitária — uma demanda das mulheres que vivem no local.

Entre elas, está a feirante Josélia de Oliveira, de 28 anos, que atualmente produz beiju na cozinha de sua residência. O caso dela é semelhante ao de outras 17 moradoras da cidade. “O Pró-Semiárido vai nos proporcionar muito mais do que sonhamos porque vai trazer capacitações, ensinar a melhor forma de plantar, até chegar na produção e na comercialização. Estamos felizes demais”, afirma.

Hoje, os beijus são comercializados para a merenda escolar da rede municipal, por meio do Programa de Aquisições de Alimentos (PAA). “Cada encomenda rende 200 reais. Quando os pedidos são frequentes, chegamos a tirar mil reais por mês”, conta Josélia, sorrindo.

Filadélfia é uma das 460 comunidades rurais visadas pelo Pró-Semiárido, que contemplará 70 mil famílias do centro-norte da Bahia. O projeto é executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa da Secretaria estadual de Desenvolvimento Rural (SDR). A verba para os investimentos locais vem de empréstimos do governo junto ao FIDA.

Composta por 12 especialistas, a comitiva do Fundo chegou no dia 7 de novembro à Bahia, onde permanecerá por 15 dias para concluir a missão de supervisão. A visita acontece anualmente e é realizada pelo organismo internacional em diferentes partes do mundo para monitorar os projetos financiados pelo organismo da ONU.

‘Bahia é referência’

Em reunião com autoridades do governo estadual, no dia 7, a equipe do FIDA ressaltou a importância das viagens pelas comunidades participantes do Pró-Semiárido. “A Bahia é referência para os projetos do FIDA no Brasil. Estaremos durante duas semanas conversando com cada área do projeto e indo a campo visitar comunidades da área de abrangência”, explicou o oficial internacional de programas da agência da ONU, Hardi Vieira.

As reuniões de campo servirão para que os beneficiários do Pró-Semiárido contem sobre as ações conduzidas nas comunidades.

De acordo com o coordenador do Pró-Semiárido, Cesar Maynart, ao final dos 15 dias de missão, será aprovada toda a execução orçamentária e financeira do programa. “Os acordos firmados com a CAR/SDR resultarão em avanços significativos para o Pró-Semiárido”, disse o gestor.

Também presente no encontro, o diretor-presidente da CAR, Wilson Dias, ressaltou que a iniciativa tem se adaptado para melhor atender à população. “A Bahia está num processo contínuo de acordos de empréstimo com o FIDA, que vêm se aperfeiçoando conforme as experiências adquiridas e com o envolvimento de todo o governo, de maneira integrada, com as questões de convivência com a estiagem.”


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