Fundo agrícola da ONU elogia projeto cearense para combater pobreza extrema

Após quase dez dias de visitas a comunidades do Ceará, uma equipe do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) elogiou na sexta-feira (14) as conquistas do projeto Paulo Freire, iniciativa de combate à pobreza extrema que é implementada pelo estado com recursos da agência da ONU. O programa já atende a 50 mil famílias do campo e está presente em 600 áreas rurais dos 31 municípios cearenses com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Comunidades rurais do Ceará implementam planos de negócios em caprinocultura. Foto: Secretaria do Desenvolvimento Agrário do Ceará

Comunidades rurais do Ceará implementam planos de negócios em caprinocultura. Foto: Secretaria do Desenvolvimento Agrário do Ceará

Após quase dez dias de visitas a comunidades do Ceará, uma equipe do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) elogiou na sexta-feira (14) as conquistas do projeto Paulo Freire, iniciativa de combate à pobreza extrema que é implementada pelo estado com recursos da agência da ONU. O programa já atende a 50 mil famílias do campo e está presente em 600 áreas rurais dos 31 municípios cearenses com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Secretaria de Desenvolvimento Agrário, o Paulo Freire beneficia 206 mil pessoas nos sertões do Cariri, Crateús, Inhamuns, Sobral e Vale do Curu e Aracatiaçu. A estratégia de desenvolvimento do meio rural tem pela frente mais um ano e meio de atividades.

“É um projeto muito bem-sucedido. Além da questão produtiva, o Paulo Freire conseguiu engajamento de mulheres, jovens, comunidades tradicionais e também de públicos como quilombolas e indígenas”, elogiou o oficial de programas do FIDA, Hardi Vieira, lembrando a implantação de 529 planos de negócios nas áreas de avicultura, ovinocaprinocultura, quintais produtivos e suinocultura.

“Ainda outra parte de muito sucesso é o da organização comunitária. Ele fortaleceu as associações e ajudou a estabelecer outras onde ainda nem existiam, para que as famílias pudessem acessar outras políticas públicas e canais de comercialização”, explicou o especialista ao término da visita ao estado.

Hardi Vieira (à esquerda) com o secretário do Desenvolvimento Agrário do Ceará, Assis Diniz. Foto: Secretaria do Desenvolvimento Agrário do Ceará

Hardi Vieira (à esquerda) com o secretário do Desenvolvimento Agrário do Ceará, Assis Diniz. Foto: Secretaria do Desenvolvimento Agrário do Ceará

Vieira integrou a missão do fundo internacional que chegou ao Ceará no início do mês (5). Durante a passagem pelo território cearense, a equipe visitou os municípios de Tauá, Parambu, Ipu, Ipueiras e Massapê, onde estão sendo desenvolvidos projetos produtivos em ovinocaprinocultura, criação de aves caipiras e suínos, produção de hortaliças e tecnologias sociais, como o reuso de água, a criação de biodigestores e de quintais produtivos.

A última viagem do FIDA para monitorar o Paulo Freire aconteceu em dezembro de 2018. O projeto se encerra em dezembro de 2020. Para apoiar os agricultores e o estado na conclusão da iniciativa, o fundo da ONU elaborou um cronograma para os próximos meses, com foco nos planejamentos produtivos e no trabalho de organizações da sociedade civil que prestam assistência técnica às populações do campo.

“No memorando, destacamos as ações desempenhadas pela Coordenadoria do Abastecimento e Esgotamento (Coágua/SDA) e esperamos nos próximos meses contabilizar e reconhecer outras ações, como o Hora de Plantar, que convergem para o mesmo objetivo de retirar a população da pobreza e extrema pobreza, para que tenham mais produção e segurança alimentar”, acrescentou Vieira.

Na avaliação do secretário do Desenvolvimento Agrário, Assis Diniz, que lidera uma das pastas responsáveis pelo projeto, “o Paulo Freire vem impactando na qualidade de vida e na sustentabilidade nos municípios cearenses com menor IDH”.


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