Fundação Telefônica Vivo é uma das vencedoras de prêmio de impulso ao voluntariado

Com a proposta de promover a cidadania de maneira integrada e colaborativa, a Fundação Telefônica Vivo criou, em 2005, seu programa de voluntariado empresarial.

O alcance entre os funcionários foi expressivo: entre 2017 e 2018, a Fundação registrou 15 mil funcionários engajados em gerar impacto positivo no entorno das sedes da empresa. Esse número representa quase metade do quadro de trabalhadores da companhia no país.

Como reconhecimento, a iniciativa venceu em 2018 o Prêmio Viva Voluntário, promovido pela Casa Civil em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), na categoria Voluntariado Empresarial.

Foto: Fundação Telefônica Vivo

Foto: Fundação Telefônica Vivo

Com a proposta de promover a cidadania de maneira integrada e colaborativa, a Fundação Telefônica Vivo criou, em 2005, seu programa de voluntariado empresarial.

O alcance entre os funcionários foi expressivo: entre 2017 e 2018, a Fundação registrou 15 mil colaboradores engajados em gerar impacto positivo no entorno das sedes da empresa. Esse número representa quase metade do quadro de trabalhadores da companhia no país.

Como reconhecimento, a iniciativa venceu em 2018 o Prêmio Viva Voluntário, promovido pela Casa Civil em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), na categoria Voluntariado Empresarial.

Ainda no ano passado, o programa cresceu 20% em relação ao período anterior e chegou a envolver quase 7 mil funcionários apenas na ação do Dia dos Voluntários Telefônica, atingindo 75 mil beneficiados em 732 ações espalhadas por 47 cidades.

O diretor-presidente da Fundação, Americo Mattar, enfatizou que o programa busca ter significado para a equipe gestora e para seus funcionários.

“Uma empresa que não possibilita a um colaborador um dia voltado para práticas externas a sua rotina de contratação tem uma questão de administração séria a observar”, declarou.

A atendente de call center cearense Gabriela Albuquerque, que participou de ações como voluntária, disse concordar: “sair da empresa para viver um dia diferente e participar da vida de pessoas é muito legal”.

Propósito

No início, o programa elegia e ofertava atividades apenas a funcionários que demonstrassem interesse. No entanto, a coordenação percebeu, ao ouvir as histórias dos que atuavam como voluntários, que o potencial da ação de cada um aumentava conforme se tornavam protagonistas dos eventos.

Com o amadurecimento do programa, foi determinada a implementação de uma governança participativa, inaugurando novas perspectivas para o envolvimento dos voluntários. “Ao protagonizarem a ação, os participantes conseguem captar seu propósito e se comprometer com a causa”, explicou Mattar.

Essa abordagem se chama bottom-up (de baixo para cima), uma estratégia em que se compreende a inteligência coletiva como recurso para a gestão de produtos ou serviços, quebrando o paradigma de que apenas a diretoria e a gerência têm capacidade para gerir conhecimento. Na prática, o programa de voluntariado da Fundação Telefônica Vivo usa essa estratégia em dois momentos: na governança colaborativa e na criação dos comitês.

Governança pautada na colaboração

A governança se dá de forma colaborativa por um grupo multidisciplinar: diretores das áreas de Recursos Humanos, Comunicação e Negócios aportam na estratégia do programa; patrocinadores e executivos contribuem com os comitês na execução dos projetos e na mobilização de recursos; embaixadores fazem a gestão regional; líderes de comitês fazem a gestão local das ações ao longo do ano; e participantes de projetos do Dia dos Voluntários Telefônica são responsáveis por uma das principais frentes do programa.

Além disso, a iniciativa tem um modelo descentralizado de governança, que funciona a partir de 42 comitês e seus mais de 500 integrantes distribuídos pelo Brasil. Esses têm como objetivo aprimorar a gestão do programa, desenvolver competências nos líderes dos grupos e entregar projetos de voluntariado em todo o país, escolhendo as organizações que serão beneficiadas ao longo do ano.

O modelo é fundamental, pois permite ouvir as necessidades locais e respeitar as características culturais de cada região, potencializando o impacto social do programa e mobilizando funcionários de forma que se sintam efetivamente parte do projeto desde a idealização até a execução.

Mensalmente, são organizadas mais de 100 atividades, mobilizando uma média de 600 funcionários – muitos passam, posteriormente, a ser voluntários das organizações sociais independentemente do programa.

Dia dos Voluntários Telefônica

Realizado anualmente em outubro, o Dia dos Voluntários Telefônica é um momento em que os funcionários comparecem às instituições previamente selecionadas para realizar atividades variadas: reformas, montagem de equipamentos, jardinagem, decoração, capacitações e recreação. Os beneficiários compõem um grupo diverso: crianças, jovens, idosos, pessoas em situação de rua, pessoas com necessidades especiais, entre outros.

“Quando vejo todo esse povo da Telefônica aqui dentro conosco, fico sensibilizada e acredito que mudanças são possíveis”, disse a diretora auxiliar do Centro de Orientação e Controle do Excepcional de Curitiba, Luciméri Ceccon Arsie. O centro foi uma das instituições escolhidas para receber ações no Dia dos Voluntários Telefônica em 2018.

Vacaciones Solidárias

Os funcionários têm também a possibilidade de se voluntariar em outros estados ou, até mesmo, em outros países em que a empresa está presente. Nesse caso, eles doam 15 dias de férias e a companhia custeia a viagem, imersiva em realidades culturais e sociais significativas, contribuindo para o potencial de transformação local e humano.

O programa Vacaciones Solidárias acontece em duas etapas. A nacional, quando voluntários brasileiros recebem colegas do exterior para ações voluntárias no Brasil, e a Internacional, quando brasileiros viajam para se unir a colegas do mundo todo em ações solidárias na América Latina.

Além das ações pontuais, a Fundação também criou, em 2017, o programa Pense Grande, em que os voluntários partilham de conceitos importantes para fomentar o empreendedorismo social entre jovens com o uso da tecnologia digital e o design thinking – metodologia de inovação social centrada no ser humano –, gerando multiplicadores em seus territórios. O Pense Grande já formou mais de 10 mil jovens em todo o país.

Em 2018, outro projeto da empresa, o programa Game do Bem, recebeu o reconhecimento de “Melhor Prática Inspiradora” no prêmio global oferecido pela International Association for Volunteer Effort (IAVE).

O projeto foi desenvolvido para possibilitar a prática do voluntariado à distância, por meio de uma plataforma “gamificada” e interativa com missões baseadas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

As missões são de natureza socioambiental e estimulam o exercício da cidadania. O game permite a navegação por qualquer dispositivo móvel e, ao realizar as missões, o jogador recebe moedas, que podem ser usadas em uma loja virtual.


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