Funcionários da ONU realçam a importância de aumentar apoio humanitário em Rakhine, Mianmar 

Os 3 milhões de habitantes que vivem no segundo estado mais pobre do país têm seus direitos básicos comprometidos pela falta de liberdade de movimentação em que vivem milhares de pessoas.

Crianças deslocadas pela violência no estado de Rakhine. Foto: OCHA

Crianças deslocadas pela violência no estado de Rakhine. Foto: OCHA

Dois funcionários da ONU chamaram atenção à necessidade de aumentar a assistência humanitária e os esforços para desenvolvimento em todas as comunidades no estado de Rakhine, em Mianmar.

Em visita de dois dias à segunda região mais pobre do país nesta semana, o diretor do Escritório Regional da Ásia e do Pacífico do Programa da Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Haoliang Xu e o diretor de Operações do Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários das Nações Unidas (OCHA), John Ging, visitaram áreas que recebem assistência da ONU e de organizações internacionais. 

O PNUD atua em regiões específicas para promover coesão social e melhorias na oferta dos serviços básicos às comunidades. Nesta quarta-feira (10), os funcionários compareceram à inauguração de uma ponte que vai conectar quatro vilarejos à capital do Rakhine, com apoio do governo do estado e do PNUD. 

Os 3 milhões de habitantes de Rakhine têm seus direitos básicos à alimentação, saúde, educação e subsistência comprometidos pela falta de liberdade de movimentação em que vivem centenas da milhares de pessoas.  

Diversas ondas de conflitos entre comunidades budistas e muçulmanas desde junho de 2012 também vêm afetando a vida da população. Sobre isso, Xu disse que “mais trabalho é necessário para melhorar as relações entre diferentes grupos étnicos no Rakhine e para encontrar soluções duráveis para pessoas deslocadas.” 

Os funcionários cumprimentaram o governo e seus parceiros pelas melhorias no estado durante o último ano; porém, destacaram que ainda há muitos desafios pela frente e, por isso, é essencial reforçar imediatamente os esforços da ONU pela causa humanitária na região. Para Ging, a cidadania é a questão de maior urgência no momento atual e exige resolução justa e equitativa.