Funcionários da ONU fazem treinamento sobre segurança

“Não pode existir projeto da ONU sem um planejamento de segurança”, declarou o Chefe do Departamento de Salvaguarda e Segurança das Nações Unidas no Brasil (UNDSS), Manuel Romão, na abertura do Curso de Segurança e Salvaguarda em Trabalhos de Campo da ONU (SSAFE, Safe and Secure Aproches in Field Envoirnments).

Funcionários da ONU fazem treinamento sobre segurança“Não pode existir projeto da ONU sem um planejamento de segurança”, declarou o Chefe do Departamento de Salvaguarda e Segurança das Nações Unidas no Brasil (UNDSS), Manuel Romão, na abertura do Curso de Segurança e Salvaguarda em Trabalhos de Campo da ONU (SSAFE, Safe and Secure Approches in Field Envoirnments).

Para garantir que essa prática seja adotada por todos e que se desenvolva um modelo de percepção de perigo comum a todos os escritórios e agências, durante três dias, 30 pessoas se reuniram no Centro de Informação da ONU no Brasil (UNIC Rio). O objetivo era estabelecer um diálogo e receber treinamento sobre como construir um planejamento que garanta a segurança necessária para a realização de um evento, um programa ou até mesmo para a instalação de um novo escritório. “A questão central não é deixar de fazer um projeto, mas sim trabalhar com total segurança. Acidentes não acontecem, são provocados”, disse Romão.

Além dos funcionários da ONU de diversas regiões do país – a grande maioria vinda dos escritórios do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) – também estavam presentes representantes da Secretaria Estadual de Segurança, da Organização “Observatório de Favelas” e da Cruz Vermelha.

“Qualquer projeto deve conter um capítulo para tratar da segurança. Assumir riscos é uma realidade no nosso cotidiano. No entanto, assumir riscos excessivos, sem informação ou sem controle, é inaceitável pelo sistema ONU. Precisamos reduzi-los ao máximo em prol so sucesso dos nossos projetos e tambem porque somos responsáveis por tudo o que possa acontecer com nossos funcionários e nossas atividades. Ainda assim, sempre podem acontecer situações imprevistas. Inclusive, faz parte do planejamento estar preparado para esse tipo de acontecimento e estabelecer possíveis estratégias para conseguir lidar com isso e não deixar que um problema se torne ainda mais grave”, explicou Romão.

Ainda segundo Romão, é importante que as pessoas que trabalham em comunidades populares – que muitas vezes também são consideradas áreas de risco – tenham acesso a essas técnicas para avaliar a periculosidade de determinadas situações. Para quem trabalha na cidade do Rio de Janeiro isso se destaca. Em um índice da ONU, que avalia os níveis de violência em uma escala entre zero e seis, o Brasil está no nível mais baixo, mas o da cidade carioca já apresenta nível um.

Durante os dois primeiros dias do SSAFE, os funcionários assistiram palestras, trabalharam em grupos propondo uma avaliação e análise de riscos para um projeto de interesse de cada equipe no contexto de atividades em áreas indígenas e em áreas urbanas, como no Rio de Janeiro e em São Paulo. Na análise, os participantes tiveram que pensar sobre os possíveis problemas de cada atividade e buscar soluções que possibilitassem a realização do projeto.

Participantes simulam situações de risco no Exército

Para concluir as atividades o grupo realizou um dia de treinamento prático no Centro de Instrução de Operações de Paz do Exército Sergio Vieira de Mello (C Op Paz) – parceiro da UNDSS na realização do curso. Os participantes puderam colocar em prática todas as instruções que foram passadas nos dias de atividades teóricas. Eles foram submetidos a situações que simulavam, por exemplo, seqüestro relâmpago, falsa blitz, choque entre grupos armados e atendimento de primeiros socorros, entre outras situações.

Os participantes elogiaram a iniciativa. Funcionários do UNICEF consideraram bastante importante a experiência, já que segundo eles, além de já poderem construir um projeto de análise de risco para um projeto, ao se encontrarem em uma situação de emergência já teriam conhecimento básico para auxiliar, por exemplo no atendimento de primeiros socorros.