Fórum Latino-americano da FAO em Brasília promove intercâmbio em políticas de agricultura familiar

A pobreza rural na América Latina e Caribe é de 47,9%. Para reverter este cenário, encontro incentiva a adoção de novas tecnologias, melhores políticas de proteção aos trabalhadores do campo e acesso à informação para o desenvolvimento desse setor.

Foto: Imprensa MG/Carlos Alberto

Agricultores familiares contribuem para a qualidade da alimentação nas escolas de Minas Gerais.Foto: Imprensa MG/Carlos Alberto

Em Brasília, o Fórum Latino-americano sobre o Desenvolvimento Territorial, Inovação e Comunicação Rural promoveu um intercâmbio de experiências entre os países da América Latina em políticas de agricultura familiar, serviços rurais de inovação e comunicação para o desenvolvimento.

Realizado nesta quinta (12) e sexta-feira (13), o encontrou contou com a liderança da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater).

Diante da magnitude da pobreza rural presente na América Latina e Caribe (47,9%) e os altos níveis de risco dos agricultores familiares, incluindo vulnerabilidades relacionadas ao clima, as pragas, os preços e o acesso ao mercado, são necessárias inovações institucionais, sociais e tecnológicas em conjunto com um marco de políticas que integre a agricultura familiar, a gestão de riscos, a proteção social e a geração de emprego no desenho das estratégias de desenvolvimento territorial.

Nesse marco, os sistemas de assistência técnica e extensão e as iniciativas de comunicação para o desenvolvimento rural desempenham um papel estratégico fundamental. O acesso à informação agrícola, o diálogo de saberes e os serviços de comunicação rural são elementos-chaves para o aprendizado mútuo e a colaboração entre as instituições de investigação e de ATER, as organizações dos agricultores familiares e as comunidades rurais, assim como para assegurar a participação entre os países da região.