‘Formamos 400 soldados da paz’, afirma coordenador da ONU no Brasil, no final de curso para membros de UPPs

A metodologia do curso, desenvolvida pelo PNUD, aborda a segurança de forma integrada, considerando que a responsabilidade não é apenas das polícias, mas também da própria comunidade e dos gestores públicos.

Cerimônia de encerramento do curso. Foto: Senasp/Natália Gabriela

Cerimônia de encerramento do curso. Foto: Senasp/Natália Gabriela

“Foi bom ver todos os grupos juntos – com representantes da sociedade – unidos, entusiasmados, interessados e cada vez mais dispostos a estreitar laços para chegarmos a um objetivo comum: a paz”, disse o orador das turmas, o tentente da PM, Anderson Azevedo Galvão, no encerramento do curso de Convivência e Segurança Cidadã que formou policiais militares e civis das 38 Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), gestores públicos municipais e estaduais e membros da sociedade civil atuantes nas comunidades cariocas como a Maré, Rocinha, Complexo do Alemão, Complexo da Penha, Providência, dentre outras.

“Saímos desse curso com a certeza de que formamos 400 soldados da paz, que saem daqui para tentar expandir o exemplo dessa missão de como construir uma sociedade melhor”, disse o representante residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e coordenador residente da ONU no Brasil, Jorge Chediek, falando sobre os 400 participantes do curso que foram divididos em seis turmas de acordo com a localidade nas quais atuam. O curso – que tem duração semanal, com carga horária de 40h/aula – foi realizado de 24 de novembro a 12 de dezembro, contemplando duas turmas por semana.

A metodologia do curso, desenvolvida pelo PNUD, aborda a Segurança de forma integrada, considerando que a responsabilidade não é apenas das polícias, mas também da própria comunidade e dos gestores públicos. Essa abordagem da segurança como forma de cidadania foca principalmente na prevenção e no controle e considera os diversos fatores que causam a violência e a criminalidade urbana.

Essa já é também a visão da polícia do Rio de Janeiro. “Acho que é importante reconhecermos que sozinhos nós não conseguimos. Nós precisamos do apoio dos vários outros atores. Sem nos integrarmos, sem nos falarmos, sem nos comunicarmos, a gente vai gastar muita energia e conseguir pouco avanço”, disse o chefe da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, Fernando Veloso.

A subsecretária de Educação, Valorização e Prevenção da Secretaria de Estado de Segurança do Rio de Janeiro, Juliana Barroso complementa dizendo que “o Rio de Janeiro é um ótimo laboratório, porque o curso trabalha exatamente a perspectiva da atuação local de várias políticas públicas articuladas”.

Saiba mais sobre esta iniciativa no site do PNUD.