Forças de paz prendem líder de grupo armado supostamente responsável por estupro em massa na RDC

As Forças de Paz das Nações Unidas na República Democrática do Congo (RDC) prenderam ontem (05/10) o líder de um dos grupos armados que se presume ter sido responsável pelo estupro em massa de mais de 300 civis, ocorrido há dois meses no leste do país.

A Representante Especial do Secretário-Geral Ban Ki-moon sobre a Violência Sexual em Conflito, Margot Wallström, em visita à região de Walikale, na RDC. Foto: ONU.As Forças de Paz das Nações Unidas na República Democrática do Congo (RDC) prenderam ontem (05/10) o líder de um dos grupos armados que se presume ter sido responsável pelo estupro em massa de mais de 300 civis, ocorrido há dois meses no leste do país.

“Esta é uma notícia muito boa para o povo da República Democrática do Congo”, disse a Representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, sobre a Violência Sexual em Conflito, Margot Wallström, que está em sua segunda visita ao país em seis meses, sobre a prisão do “Tenente-Coronel” Mayele, um comandante dos Maï Maï Cheka.

“É uma vitória para a justiça, especialmente para as muitas mulheres que sofreram estupros e outras formas de violência sexual. Os numerosos crimes cometidos sob o comando do “Tenente-Coronel” Mayele não podem ser desfeitos, mas sua prisão é um sinal para todos os que cometem violência sexual de que a impunidade para esse tipo de crime não é aceita e que a justiça prevalecerá”, disse a Representante Especial.

Os ataques, que ocorreram principalmente na região de Walikale, foram realizados entre 30 de julho e 2 de agosto por cerca de 200 integrantes de três grupos armados, os Maï Maï Cheka, as Forças Democráticas para a Libertação de Ruanda (FDLR) e elementos próximos ao Coronel Emmanuel Nsengiyumva, um exército desertor que no passado esteve envolvido com o rebelde Congresso Nacional para a Defesa do Povo (CNDP).

“É fundamental que as vítimas dos estupros em Walikale e em tantos outros lugares na RDC vejam a justiça sendo feita”, disse Wallström. “Peço ao governo que garanta um processo rápido, rigoroso e justo”.