FMI reduz para 0,8% projeção de crescimento da economia brasileira este ano

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu para 0,8% sua projeção de crescimento para a economia brasileira este ano, frente a uma previsão de 2,1% feita em abril. As informações constam no relatório “World Economic Outlook”, divulgado nesta terça-feira (23).

A atividade desacelerou notavelmente no início do ano em diversas economias da América Latina, lembrou o FMI. A região deve crescer 0,6% em 2019, uma redução de 0,8 ponto percentual frente à previsão do relatório divulgado em abril. Para 2020, a projeção é de avanço de 2,3%.

A forte revisão para baixo do crescimento regional reflete a nova projeção do avanço do Brasil, onde, segundo o FMI, “a confiança enfraqueceu consideravelmente, enquanto as incertezas persistem sobre a aprovação da reforma da Previdência e outras reformas estruturais”. Para 2020, a expectativa é de que a economia brasileira avance 1,9%.

O FMI reduziu para 0,8% projeção de crescimento da economia brasileira em 2019. Foto: EBC

O FMI reduziu para 0,8% projeção de crescimento da economia brasileira em 2019. Foto: EBC

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu para 0,8% sua projeção de crescimento para a economia brasileira este ano, frente a uma previsão de 2,1% feita em abril. As informações constam no relatório “World Economic Outlook“, divulgado nesta terça-feira (23).

A atividade desacelerou notavelmente no início do ano em diversas economias da América Latina, lembrou o FMI. A região deve crescer 0,6% em 2019, uma redução de 0,8 ponto percentual frente à previsão do relatório divulgado em abril. Para 2020, a projeção é de avanço de 2,3%.

A forte revisão para baixo do crescimento regional reflete a nova projeção do avanço do Brasil, onde, segundo o FMI, “a confiança enfraqueceu consideravelmente, enquanto as incertezas persistem sobre a aprovação da reforma da Previdência e outras reformas estruturais”. Para 2020, a expectativa é de que a economia brasileira avance 1,9%.

O FMI também citou o caso do México, onde o investimento permanece fraco e o consumo privado desacelerou, refletindo incertezas políticas, enfraquecimento da confiança e elevação dos custos de empréstimo, que podem subir ainda mais após a recente redução da nota de crédito soberano do país. A projeção do FMI é de crescimento de 0,9% para a economia mexicana este ano.

A economia argentina teve retração no primeiro trimestre do ano, apesar de em um ritmo menor do que em 2018, lembrou o FMI. A previsão de crescimento para 2019 foi revisada levemente para baixo na comparação com o relatório de abril, e a recuperação para 2020 deve ser mais modesta.

A projeção de crescimento do Chile também foi revisada levemente para baixo, após um desempenho pior do que o esperado no início do ano. No entanto, o FMI espera que a atividade econômica do país tenha uma retomada em 2020, ajudada por políticas monetárias acomodatícias (de redução da taxa básica de juros).

Sobre a Venezuela, o FMI afirmou que a profunda crise humanitária e econômica no país continua a ter impacto devastador, e que a economia deve encolher cerca de 35% em 2019.

FMI também reduziu projeção de crescimento global

Na atualização de julho do relatório World Economic Outlook, o FMI também revisou para baixo sua projeção para o crescimento global, que passou para 3,2% em 2019 e 3,5% em 2020.

Apesar de ser uma redução modesta de 0,1 ponto percentual em ambos os anos na comparação com o relatório de abril, ela ocorre após significativas reduções anteriores.

“A revisão para 2019 reflete as surpresas negativas para o crescimento nos mercados emergentes e nas economias em desenvolvimento, que ofuscam as surpresas positivas em algumas economias avançadas”, disse o documento.

O crescimento global deve ter uma retomada entre 2019 e 2020, de acordo com o organismo internacional. No entanto, aproximadamente 70% do aumento vai depender de uma melhora no desempenho dos mercados emergentes e economias em desenvolvimento, ainda alvo de incertezas.

“O avanço da economia global está lento e precário, mas não precisa ser assim, já que parte desse movimento é autoinfligido. O dinamismo na economia global está sendo prejudicado por prolongadas incertezas políticas enquanto as tensões comerciais permanecem altas apesar da recente trégua entre Estados Unidos e China; tensões tecnológicas surgiram, ameaçando as cadeias de fornecimento tecnológicas globais; e as perspectivas de um brexit (saída do Reino Unido da União Europeia) sem acordo aumentaram”, afirmou o relatório.