FMI pede cooperação entre G20 para resolver tensões comerciais

A chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou no domingo (22) que as recentes disputas comerciais entre países são “um risco crescente” para a economia global. Em pronunciamento durante a conclusão da cúpula de ministros das Finanças do G20, a dirigente cobrou mais cooperação entre as nações, a fim de prolongar o atual período de crescimento.

Christine Lagarde durante a reunião de ministros das Finanças do G20. Foto: G20 Argentina

Christine Lagarde durante a reunião de ministros das Finanças do G20. Foto: G20 Argentina

A chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou no domingo (22) que as recentes disputas comerciais entre países são “um risco crescente” para a economia global. Em pronunciamento durante a conclusão da cúpula de ministros das Finanças do G20, a dirigente cobrou mais cooperação entre as nações, a fim de prolongar o atual período de crescimento.

“O encontro de ministros das Finanças e presidentes dos Bancos Centrais ocorreu num contexto de crescimento global contínuo e forte, mas mais desigual. Na verdade, a economia mundial está enfrentando riscos crescentes, especialmente a curto prazo, (vindos) do aumento das tensões comerciais, das pressões financeiras em economias emergentes vulneráveis e da volta do risco soberano em partes da zona do euro”, afirmou o diretora-geral do FMI.

Para contornar esses problemas, Largade disse ter encorajado os participantes da reunião a adotar um “espírito de cooperação”, a fim de que os dividendos sejam partilhados de forma mais ampla.

“Isso é mais crucial quando se trata de proteger o sistema aberto do comércio internacional. Insisti mais uma vez para que os conflitos comerciais fossem resolvidos por meio da cooperação internacional, sem recorrer a medidas excepcionais”, acrescentou a dirigente.

Diante do atual cenário, Lagarde recomendou adaptações nas políticas macroeconômicas, com o intuito de regular desequilíbrios em nível global.

“Em muitos países, especialmente naqueles com déficits excessivos em contas correntes, isso significa evitar políticas fiscais pró-cíclicas para ajudar a colocar a dívida numa tendência descendente. Em países com superávit em excesso e espaço fiscal, significa investir mais no capital humano e físico para aumentar o potencial de produção e catalisar investimento privado.”

A chefe do FMI defendeu ainda que a flexibilidade das taxas de câmbio continue sendo usada para “amortecer choques em economias emergentes”.