FMI: governos terão de ampliar medidas de estímulo fiscal diante da pandemia

A chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, disse na terça-feira (17) que a melhor forma de defender a economia do impacto negativo do novo coronavírus é através de uma coordenação e contato constantes entre os atores financeiros globais.

Para a diretora-gerente do FMI, com a disseminação da COVID-19, os governos terão de aumentar medidas de estímulo fiscal em todo o mundo.

Para Kristalina Georgieva, a melhor forma de defender a economia do impacto negativo do coronavírus é através de uma coordenação e contato constantes entre os atores financeiros. Foto: pixabay/leo2014

Para Kristalina Georgieva, a melhor forma de defender a economia do impacto negativo do coronavírus é através de uma coordenação e contato constantes entre os atores financeiros. Foto: pixabay/leo2014

A chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, fez na terça-feira (17) um alerta sobre a saúde da economia global nesse momento de quarentena e distanciamento social.

Para ela, a melhor forma de defender a economia do impacto negativo do novo coronavírus é através de uma coordenação e contato constantes entre os atores financeiros.

Em seu blog, publicado na página do FMI, ela lembrou que vários líderes internacionais já tomaram medidas de política monetária, e que é preciso fazer um pouco mais.

A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) estima que o novo vírus cause perdas de até 1 trilhão de dólares à economia global. Para a diretora-gerente do FMI, com a disseminação do novo coronavírus, os governos terão de aumentar medidas de estímulo fiscal em todo o mundo.

O Fundo divulgou uma série de passos para ajudar a driblar o impacto a longo prazo sobre a economia.

Monitoramento

A proposta é priorizar gastos com saúde e com quem precisa de ajuda. Georgieva realçou três aspectos: a política monetária, o estímulo fiscal e a resposta regulatória.

Ela acredita que medidas de contenção combinadas com monitoramento devem diminuir o ritmo e a disseminação do vírus.

A chefe do FMI afirma que os governos devem chegar aos mais afetados, com licença de saúde paga, e ao comércio, com alívio nos impostos.

Já nos países desenvolvidos, os bancos centrais devem continuar apoiando a demanda e a confiança dos consumidores, garantindo o fluxo de crédito.

A diretora-gerente ressalta que a fuga de investimentos de economias emergentes pode ser determinante para esses países.

Equilíbrio

Segundo ela, é hora de os sistemas financeiros buscarem um equilíbrio entre preservar a estabilidade, manter a solidez do sistema bancário e apoiar a atividade econômica.

Georgieva anunciou que o FMI está pronto para mobilizar o empréstimo de 1 trilhão de dólares aos países do órgão. E a prioridade são aqueles mais vulneráveis.

Países de baixa renda, por exemplo, podem receber até 10 bilhões de dólares sob taxas de juro zero.

Para o FMI, apenas uma resposta unida e coordenada poderá ser capaz de vencer os estragos da COVID-19 à economia global.