Fluxo de refugiados e migrantes aumenta rumo à Grécia e Espanha, aponta ACNUR

AUMENTAR LETRA DIMINUIR LETRA

No terceiro trimestre de 2017, refugiados tentando chegar à Europa utilizaram rotas distintas das usualmente percorridas. Enquanto a Grécia viu aumentar o número de pessoas entrando em seu território, a Itália registrou o menor volume dos últimos quatro anos de migrantes e refugiados recorrendo à rota que leva da Líbia até o sul da nação europeia. Dados são de relatório da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), divulgado ao final de novembro (23).

Refugiados e migrantes chegam à ilha de Lesbos na Grécia. Foto: ACNUR/Achilleas Zavallis

Refugiados e migrantes chegam à ilha de Lesbos na Grécia. Foto: ACNUR/Achilleas Zavallis

No terceiro trimestre de 2017, refugiados tentando chegar à Europa utilizaram rotas distintas das usualmente percorridas. Enquanto a Grécia viu aumentar o número de pessoas entrando em seu território, a Itália registrou o menor volume dos últimos quatro anos de migrantes e refugiados recorrendo à rota que leva da Líbia até o sul da nação europeia. Dados são de relatório da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), divulgado ao final de novembro (23).

Desde o verão europeu, a Grécia notificou um crescimento no volume de indivíduos chegando por via marítima e terrestre. Em setembro, cerca de 4,8 mil indivíduos aportaram na costa do país, o maior número já registrado em um mês desde março de 2016. Em torno de 80% das pessoas que chegam pelo mar são da Síria, Iraque e Afeganistão. Desses grupos, dois terços são mulheres e crianças.

Na comparação com o terceiro trimestre de 2016, a Espanha viu aumentar em 90% o número de estrangeiros ingressando no país por mar e terra em 2017. A maioria dos 7,7 mil recém-chegados vieram do Marrocos, Costa do Marfim e Guiné. Todavia, quando consideradas apenas as pessoas que chegaram por via terrestre, a maior parte é da Síria.

No período de julho a setembro de 2017, cerca de 21,7 mil pessoas chegaram à Itália vindas da Líbia. O volume pode impressionar, mas é o menor dos últimos quatro anos para o período. Segundo o ACNUR, houve um aumento na proporção de tunisianos, turcos e argelinos tentando chegar ao país europeu.

Ao avaliar todas as travessias do Mediterrâneo, o organismo internacional concluiu que os três grupos nacionais mais numerosos entre os refugiados e migrantes são os sírios, marroquinos e nigerianos.

“Apesar da redução das travessias pela rota do Mediterrâneo Central, milhares continuam se arriscando em jornadas desesperadas e perigosas para a Europa”, afirmou a diretora do Escritório do ACNUR para a Europa, Pascale Moreau. A representante da agência da ONU lembrou que, até 20 de novembro, quase 3 mil pessoas foram dadas por mortas ou desaparecidas no mar. Outras 57 faleceram em rotas terrestres ou nas fronteiras da Europa, também em 2017.

“Os números reais são provavelmente mais altos”, acrescentou o dirigente. Outro problema grave são os riscos enfrentados pelas 15,2 mil crianças que chegaram à Europa em 2017 desacompanhadas ou separadas de seus responsáveis. O relatório do ACNUR alerta ainda para a situação de mulheres e meninas que foram vítimas de violência sexual.

“Somos muito gratos pelas contribuições feitas até o momento pelos Estados. Contudo, muito mais é necessário para responder ao apelo do ACNUR por 40 mil novas vagas de reassentamento, solicitadas em setembro último para refugiados localizados em 15 países prioritários ao longo da rota do Mediterrâneo Central”, ressaltou Pascale.

O relatório também documentou as travessias da Turquia à Romênia pelo Mar Negro durante o verão. Deslocamentos foram os primeiros registrados desde fevereiro de 2015. De acordo com o ACNUR, também houve um aumento no número de recém-chegados ao Chipre desde o começo deste ano.


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