‘Fim da epidemia requer mais investimentos, compromisso e inovação’, diz diretora do UNAIDS

Adolescentes da Orquestra do Prima marcam abertura 10º Congresso HIV/AIDS em João Pessoa (PB). Evento abordou temas de ponta relacionados à prevenção, testagem e tratamento.

Orquesta do Prima abre o 10° Congresso de HIV/AIDS. Foto: DDAHV/MS/Renato Oliveira

Orquesta do Prima abre o 10° Congresso de HIV/AIDS. Foto: DDAHV/MS/Renato Oliveira

Adolescentes da Orquestra do Prima, formada por jovens de seis comunidades do Estado da Paraíba, trouxeram ritmos clássicos e regionais para marcar a cerimônia de abertura do 10º Congresso de HIV/Aids e do 3º Congresso de Hepatites Virais. Os dois eventos, que aconteceram simultaneamente de 17 a 20 de novembro, em João Pessoa, reuniram cerca de 2 mil participantes. Ao longo da semana, temas de ponta relacionados à prevenção combinada, à testagem e tratamento e aos direitos humanos, entre tantos outros, estiveram na pauta da reunião.

Presidente dos dois Congressos e diretor do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita, fez o pronunciamento de abertura elencando os diversos avanços do Brasil nesta área nos últimos anos, incluindo a adoção de novos protocolos para prevenção e tratamento das epidemias de Aids e hepatites virais e a aposta nas campanhas e ações para a juventude, citando como exemplo a campanha #PartiuTeste – a primeira campanha de prevenção e sensibilização sobre HIV/Aids do Departamento a ter duração de um ano inteiro.

“É uma grande emoção estar aqui: esse evento é uma oportunidade ímpar”, disse Mesquita, ao abrir a cerimônia. Sob aplausos, o diretor saudou as autoridades presentes e, em particular, os parceiros da sociedade civil: “pessoas vivendo com HIV, profissionais do sexo, gays e homens que fazem sexo com homens, pessoas que usam drogas, travestis e transexuais, membros dos diversos conselhos do Sistema Único de Saúde, funcionários de estados e municípios, membros de organizações das Nações Unidas, parceiros bilaterais, colegas de 15 diferentes países que participam deste congresso, que nos honram com sua presença nessa conferência”.

“O fim da epidemia requer ainda mais investimento, compromisso, engajamento e inovação”, disse a diretora do UNAIDS, Georgiana Braga-Orillard, presente no evento. “Os direitos humanos têm que ser parte central do nosso trabalho e estar no coração de nossas estratégias. A estratégia 2016-2021 do UNAIDS nos inspira a trabalhar para fortalecer os elos entre saúde e justiça, saúde e equidade, saúde e inclusão, saúde e bem estar, saúde e paz. E estamos aqui para apoiá-los nesta empreitada”, concluiu.

Luiz Henrique Ávila, Presidente da Rede Nacional de Jovens Vivendo com HIV/AIDS (RNAJVHA) foi um dos representantes da sociedade civil na mesa de abertura. “Nós, jovens, temos que nos unir pelo combate à Aids”, disse Ávila, que é um dos 100 jovens que participaram do Curso de Formação de Jovens Lideranças, realizado em parceria entre UNAIDS, UNICEF, UNESCO e DDAHV. “Queremos participar da construção de políticas públicas voltadas à juventude”, concluiu.