FIDA incentiva projetos com foco em povos indígenas e adaptação climática na América Latina

Projetos de desenvolvimento que integrem investimentos em povos indígenas, jovens e mulheres com medidas de adaptação às mudanças climáticas têm mais chances de serem bem sucedidos na América Latina e no Caribe, de acordo com novo relatório lançado na terça-feira (3) pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).

Novo relatório é fruto de um processo de revisão de todos os projetos desenvolvidos pelo FIDA na região da América Latina e do Caribe. Foto: FIDA | Panos Pictures/Xavier Cervera.

Novo relatório é fruto de um processo de revisão de todos os projetos desenvolvidos pelo FIDA na região da América Latina e do Caribe. Foto: FIDA | Panos Pictures/Xavier Cervera.

Projetos de desenvolvimento que integrem investimentos em povos indígenas, jovens e mulheres com medidas de adaptação às mudanças climáticas têm mais chances de serem bem sucedidos na América Latina e no Caribe, de acordo com novo relatório lançado na terça-feira (3) pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).

O relatório ‘Vantagens da América Latina e Caribe’ é baseado em processos de revisão de todos os projetos desenvolvidos pelo FIDA na região, e mostra que essa abordagem holística – que inclui investimentos em uma melhor nutrição – tem um impacto sustentável e minimiza perdas e riscos.

Segundo a diretora da Divisão de Meio Ambiente, Clima, Gênero e Inclusão Social do FIDA, Margarita Astralaga, “ao investir em todas as áreas, estaremos realmente preparando o terreno para retornos sustentáveis e de longo prazo para as 17 milhões de unidades da agricultura familiar na região”, apontou.

“Nós devemos agir agora, conforme os impactos das mudanças climáticas estão afetando as famílias hoje, não amanhã”, adicionou Astralaga.

Abordagem holística para um desenvolvimento agrícola integral

Os exemplos retirados do relatório demonstram o impacto dessa abordagem estratégica do Fundo.

No Haiti, projetos apoiados pelo FIDA vem diminuindo a discriminação contra mulheres na área da agricultura, algo que, anteriormente, era um desafio e prejudicava os esforços da agência em treinar agricultores para se adaptar às mudanças climáticas.

Em várias partes da região, investimentos na criação de redes de jovens aumentaram o entendimento entre jovens agricultores sobre as melhores práticas para adaptação às mudanças climáticas.

Na Colômbia, uma rede de 2.200 membros em 70 localidades conseguiu arrecadar mais de 2 milhões de dólares do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural em apoio à agricultura familiar.

Aliar conhecimentos indígenas também está dando resultados positivos.

Na Bacia Amazônica, comunidades indígenas estão reintroduzindo sua cultura agrícola, que são mais resistentes ao clima instável. Somente neste ano, as perdas de colheitas em decorrência do clima caíram em 20%.

“O FIDA continuará sendo pioneiro em desenvolver soluções inovadoras para famílias na América Latina, no Caribe e em todo mundo para que se adaptem às mudanças climáticas”, disse Astralaga.

Segundo ela, o Fundo também continuará defendendo o papel essencial que agricultores familiares desempenham em aproximar países em desenvolvimento do cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), ”especialmente em erradicar a fome e a pobreza”, concluiu.

Clique aqui para ter acesso ao relatório do FIDA ‘Vantagens da América Latina e Caribeem inglês; ou em espanhol.