Feira organizada por agência da ONU promove culinária, arte e artesanato de refugiados no Rio

A diversidade, a troca cultural e a integração entre refugiados e brasileiros foram as marcas da celebração pelo Dia Mundial do Refugiado no Rio de Janeiro.

Com o arrojado edifício do Museu do Amanhã servindo como espaço de acolhida, refugiados de diferentes países reuniram-se em uma feira multicultural na Praça Mauá, no último sábado (18), para apresentar um pouco de culinária, arte e artesanato.

A diversidade, a troca cultural e a integração entre refugiados e brasileiros foram as marcas da celebração pelo Dia Mundial do Refugiado no Rio de Janeiro. Com o arrojado edifício do Museu do Amanhã servindo como espaço de acolhida, refugiados de diferentes países reuniram-se em uma feira multicultural na Praça Mauá, no último sábado (18), para apresentar um pouco de culinária, arte e artesanato.

Organizada por uma parceria entre Cáritas do Rio de Janeiro, Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Museu do Amanhã, a feira ofereceu aos visitantes a oportunidade de degustar típicos salgados árabes, arepas colombianas, cachapas venezuelanas e até mesmo o tempero da culinária congolesa, satisfazendo estômagos famintos e curiosos. Entre uma mordida e outra, brasileiros e turistas estrangeiros que circulavam pela nova zona portuária do Rio puderam também comprar roupas africanas e pinturas de artistas colombianos, além de brincos, colares e pulseiras produzidos por refugiados.

“A feira foi uma oportunidade para os brasileiros conhecerem nossos produtos”, disse o venezuelano José Joaquín Rodríguez, que ajudou a esposa, filha de libaneses, a vender comida árabe. “O ambiente estava maravilhoso porque o Museu do Amanhã não é apenas uma atração turística, mas também arquitetônica. É um novo ícone do Rio de Janeiro.”

A interação entre refugiados e brasileiros começou antes mesmo da chegada dos visitantes, pois entre os vendedores havia também moradores da região portuária, integrantes dos grupos Sabores do Porto e Artesanato do Porto, que abraçaram a ideia de dividir o espaço com os recém-chegados. “Eu experimentei a comida africana e gostei muito”, contou Gregória Cardoso, que, como toda semana, ocupava uma das barracas com seus quitutes brasileiros. “A presença dos refugiados trouxe mais movimento à feira. Tem que haver mais oportunidades como esta para as pessoas conhecerem a comida deles.”

Segundo estimativa do Museu, mais de 7 mil pessoas passaram pela Praça Mauá ao longo do dia. O movimento foi tão grande que as barracas de refugiados venderam todo o estoque de comida. “Eu não esperava tanta gente”, admitiu o sírio-palestino Khaled Fares, que preparou um concorrido sanduíche de falafel, com espera de mais de 10 minutos. “Quando a comida acabou, eu avisei às pessoas e pedi desculpas, mas elas não queriam sair da fila!”.

“Os museus são locais de encontro, por isso, sempre tentamos promover o diálogo e a troca entre as pessoas”, explicou a gerente de relações comunitárias do Museu do Amanhã, Laura Taves. “A feira foi muito interessante porque os brasileiros puderam conhecer a cultura dos refugiados e eles puderam conhecer a nossa”.

Por Diogo Felix


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