FAO promove ‘corredores agrícolas’ como motores da economia para países em desenvolvimento

A ideia é reforçar a conectividade física e melhorar o funcionamento dos mercados. O “planejamento inteligente”, usando esses corredores, pode criar oportunidades agrícolas e gerar empregos no campo.

Camponeses secam arroz em caminho para Hon Don, Vietnã. Foto: FAO/J. M. Micaud 

Camponeses secam arroz em caminho para Hon Don, Vietnã. Foto: FAO/J. M. Micaud 

Novo relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), publicado nesta quarta-feira (11), acredita que “corredores agrícolas econômicos” podem ser uma ferramenta estratégica para atrair capital privado e investimentos para projetos de grande escala que beneficiem pequenos agricultores e melhorem a segurança alimentar em países de baixa renda.

Os programas de “corredores agrícolas” são projetados para promover a agricultura em países em desenvolvimento, particularmente em territórios ligados por linhas de transporte, como rodovias, ferrovias, portos e canais, através da integração de investimentos, quadros políticos e instituições locais.

“A ideia-chave é não só melhorar a infraestrutura de transporte e irrigação, mas fornecer uma plataforma que permite e capacita autoridades a nível local, nacional e regional de tomar decisões mais informadas sobre o que eles querem atingir”, disse economista especialista em agronegócio da FAO, Eva Gálvez-Nogales, autora do livro “Fazendo corredores econômicos que trabalhem para o setor agrícola.”

A FAO explicou que esses corredores têm sido tradicionalmente utilizados para reforçar a conectividade física e melhorar o funcionamento dos mercados, tais como a ligação das minas aos portos. No entanto, através de um ‘planejamento inteligente” esses corredores podem criar oportunidades agrícolas e gerar trabalhos no campo e proteção do meio ambiente.