FAO: preços internacionais dos alimentos ficam estáveis em dezembro

Os preços internacionais dos alimentos se mantiveram estáveis em dezembro, com a alta dos preços internacionais dos cereais compensando a queda do açúcar e dos produtos lácteos, segundo informou a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) na quinta-feira (10).

Embarque de açúcar no Porto de Paranaguá, no Paraná. Foto: APPA/ Ivan Bueno

Embarque de açúcar no Porto de Paranaguá, no Paraná. Foto: APPA/ Ivan Bueno

Os preços internacionais dos alimentos se mantiveram estáveis em dezembro, com a alta dos preços internacionais dos cereais compensando a queda do açúcar e dos produtos lácteos, segundo informou a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) na quinta-feira (10).

O índice de preços dos alimentos da FAO teve uma média de 161,7 pontos em dezembro, comparado ao nível revisado de 161,6 pontos no mês anterior.

O índice, que serve como um indicador da variação mensal nos preços internacionais de uma cesta de produtos alimentícios, ficou em uma média de 168,4 pontos no ano de 2018, queda de 3,5% frente a 2017 e quase 27% abaixo de seu nível mais alto alcançado em 2011.

Enquanto os preços internacionais de todos os principais cereais subiram no último ano, os dos demais alimentos supervisionados caíram, sendo o do açúcar o que mais baixou.

O índice de preços dos cereais da FAO aumentou 1,8% em dezembro na comparação com novembro e 9,6% em relação a dezembro de 2017. Os preços do trigo e do milho subiram — devido ao impacto da meteorologia adversa no Hemisfério Sul —, enquanto os preços do arroz caíram pelo sexto mês consecutivo.

Os prognósticos mais recentes da FAO afirmam que a produção mundial de trigo e milho cairá em 2018, enquanto a do arroz terá um novo recorde. A oferta de todos os principais cereais no nível mundial é considerada mais do que suficiente, e os estoques ainda são abundantes.

O índice de preços dos óleos vegetais subiu 0,4% em dezembro, encerrando dez meses consecutivos de quedas, com a retomada dos preços do óleo de palma. Os preços internacionais do óleo de soja continuaram caindo, devido a estoques abundantes nos Estados Unidos e à frágil demanda da União Europeia. Esse subíndice ficou 15% menor em 2018 na comparação com o ano anterior, com a maior queda dos preços do óleo de palma.

O índice de preços da carne da FAO teve um aumento de 0,8% no mês passado, liderados por uma recuperação dos preços da carne de porco, apoiada por uma forte demanda mundial de importações, especialmente do Brasil. O índice caiu 2,2% em bases anuais.

O índice de preços dos produtos lácteos da FAO caiu 3,3% na comparação com novembro — sua sétima queda mensal sucessiva —, devido a preços mais baixos de manteiga, queijo e leite em pó integral. O índice caiu 4,6% em relação a 2017, como resultado da queda dos preços de todos os produtos lácteos durante a segunda metade do ano.

Por sua vez, o índice de preços do açúcar caiu 1,9% em dezembro, em parte devido ao aumento da produção de açúcar na Índia e em parte devido à queda dos preços internacionais do petróleo, que reduziram a demanda de cana de açúcar para produzir etanol, enquanto aumentaram os fornecimentos para a produção de açúcar, em especial no Brasil, o maior produtor mundial. Em 2018, o índice caiu quase 22% na comparação com 2017.


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