FAO: Praga de gafanhotos em Madagascar pode deixar 13 milhões de pessoas com fome

Por falta de fundos, a batalha contra a procriação dos insetos está a ponto de ser perdida. A FAO precisa arrecadar mais doações para continuar com a pulverização de inseticidas e monitoramento das áreas de risco.

FAO usa helicópteros e carros para fiscalizar as operações de monitoramento e controle da praga de gafanhotos em Madagascar. Foto: FAO/Annie Monard

FAO usa helicópteros e carros para fiscalizar as operações de monitoramento e controle da praga de gafanhotos em Madagascar. Foto: FAO/Annie Monard

A batalha contra a praga de gafanhotos em Madagascar está a ponto de ser perdida e pode provocar insegurança alimentar em mais de 13 milhões de pessoas, afirmou, nesta quarta-feira (21), a Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Em 2013, a FAO e o governo de Madagascar lançaram um programa de três anos para conter a expansão da praga que varreu o país no ano anterior. Apesar do sucesso até o momento, a carência de fundos para este ano traz um risco alto de propagação da praga durante a temporada de chuva, que fornece as condições ideais de procriação.

Para o diretor da divisão de emergência e reabilitação da FAO, Dominique Burgeon, esse momento de atuação é crítico para reforçar o declínio do alastramento da praga. O primeiro trimestre do ano corresponde a segunda fase de procriação em que a maioria dos gafanhotos não possuem asas e por isso são mais sensíveis e fáceis de combater.

Caso o programa desenhado para 2013-1016 não possa ser implementado em sua totalidade, mesmo por um curto período de tempo, implicaria em retrocessos imensos na eliminação da praga, como a falta de monitoramento de cerca de 30 milhões de hectares – uma área equivalente ao Japão – e a possível infestação de 1,3 milhão de hectares.