FAO pede apoio urgente a plano global de proteção contra degradação e esgotamento do solo

Especialistas alertaram que 33% do solo mundial sofre de degradação do nível moderado a alto, devido à erosão, diminuição de nutrientes, acidificação, urbanização e poluição química. 

Foto: FAO/Thomas Hug

Foto: FAO/Thomas Hug

Em uma reunião da Parceria Global pelo Solo, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) pediu medidas urgentes para melhorar a “saúde” das fontes limitadas do solo no mundo, como forma de garantir que as gerações futuras tenham comida, água e energia suficientes. Os especialistas também aprovaram uma série de planos de ação para proteger os recursos do solo e pediram o comprometimento dos países para implementá-los.

“Sem solo não podemos sustentar a vida no planeta e onde há perda de solo não existe a possibilidade de renovação dentro de um período de vida humana”, disse a vice-diretora geral da FAO, Maria Helena Semedo, em um comunicado de imprensa. “Por isso, a adoção do Planos de Ação Globais para o uso sustentável e a proteção do solo é uma grande conquista. Precisamos do compromisso dos países e da sociedade civil para colocar o plano em realidade. Isso exige vontade política e investimentos para salvar nosso sistema de produção que depende dos preciosos recursos do solo”, acrescentou.

Na reunião que teve início em Roma na última quinta-feira (24), especialistas destacaram que 33% do solo mundiais sofre de degradação de nível moderado a alto, devido à erosão, diminuição de nutrientes, acidificação, urbanização e poluição química. Com o crescimento da população, que deve passar de 9 bilhões de pessoas em 2050, haverá 60% de aumento na demanda por alimentos, o que irá sobrecarregar ainda mais os recursos da terra.

A FAO também destacou que algumas partes de África e da América do Sul oferecem possibilidades de expansão agrícola. Neste sentido, inovações tecnológicas e políticas devem capacitar e fortalecer as comunidades na proteção dos recursos naturais. Além disso, a gestão sustentável do solo também irá gerar um impacto positivo na mudança climática, por meio do sequestro de carbono e na redução de gases de efeito estufa.

O primeiro relatório sobre a situação dos recursos do solo tem previsão para ser lançado em 5 de dezembro de 2015, recentemente designado pela ONU como Dia Mundial do Solo. A ONU também declarou 2015 como o Ano Internacional dos Solos para chamar a atenção da comunidade internacional para os novos desafios.