FAO pede ação urgente para evitar epidemia de vírus da mandioca na África Oriental

Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação pediu mais financiamento para ajudar a conter a doença. Consumo de mandioca é alto nesta região africana.

Por meio de um comunicado lançado nesta quarta-feira (16/11), a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) pediu por ações urgentes para combater um vírus de mandioca que ameaça a cultura alimentar de muitos países da África Oriental. De acordo com a agência, a chamada Doença da Podridão Radicular da Mandioca (CBSD, na sigla em inglês) está afetando grande parte da região dos Grandes Lagos e está prestes a se tornar uma epidemia.

Em países como Burundi, Ruanda, Uganda e República Democrática do Congo, o consumo de mandioca corresponde a quase um terço das calorias ingeridas pelas populações. Segundo o líder da Iniciativa Regional da Mandioca da FAO na África Central e Oriental, Jan Helsen, nenhuma das variedades de mandiocas sendo distribuídas aos agricultores atualmente demonstraram ser tolerantes aos efeitos da doença.

“Precisamos urgentemente obter informações sobre a extensão e a gravidade deste surto e apoiar os investimentos para identificar variedades tolerantes à doença e estratégias de enfrentamento para os agricultores”, afirmou Helsen. A FAO observou que a identificação da doença foi um desafio porque ela se manifesta de formas diferentes, dependendo das condições locais.

A agência pediu que haja um aumento urgente de financiamento, pesquisa, treinamento, vigilância e de outras medidas que ajudem os agricultores e criadores das comunidades ameaçadas. A FAO recomendou também uma suspensão da distribuição das plantas infectadas entre as zonas e os distritos e, em caso de infecção, que seja feito uso das estratégias de defesa, como a colheita antecipada da mandioca.