FAO pede 120 milhões de dólares para conter emergência agrícola no Chifre da África

“Centenas de pessoas estão morrendo diariamente e se não agirmos agora mais perecerão”, afirmou o Diretor-Geral da FAO, Jacques Diouf.

FAO pede 120 milhões de dólares para conter emergência agrícola no Chifre da ÁfricaA Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) pediu 120 milhões de dólares para responder à seca no Chifre da África e prover assistência agrícola de emergência – 70 milhões apenas para a Somália. O valor ajudará, entre outras atividades, no fornecimento de insumos e atendimento de emergência a animais.

“Centenas de pessoas estão morrendo diariamente e se não agirmos agora mais perecerão”, afirmou o Diretor-Geral da FAO, Jacques Diouf. “Devemos evitar uma tragédia humana de vastas proporções. E assim como a assistência alimentar é necessária agora, precisamos ampliar investimento em intervenções sustentáveis de curto e médio prazos que ajudem produtores e suas famílias a proteger seus ativos e continuar produzindo alimentos.”

Se nada for feito, em dois meses a fome vai se espalhar por todo o sul do país. Somente neste ano, o número de somalis que necessitam de assistência humanitária cresceu de 2,4 milhões para 3,7 milhões. Em todo o Chifre da África, são 11,6 milhões de pessoas em crise.

Em Bakool do Sul e Lower Shabelle, onde a fome foi declarada na quarta-feira (20/07), as taxas de subnutrição chegam a 50% e mais de seis em cada 10 mil pessoas morrem por dia.

Uma rara combinação de conflito e insegurança, acesso limitado de organizações humanitárias, sucessivas colheitas perdidas e falta de assistência alimentar colocou em risco toda a população do sul da Somália. O país tem sofrido com guerras desde 1991.

“Precisamos imediatamente apoiar os agricultores com sementes, ferramentas e acesso a água e pastores com forragem e tratamento de emergência para evitar mais deslocamentos e fome”, disse o Diretor da FAO para a Somália, Luca Alinovi.