FAO participa de debates sobre gestão financeira de áreas da Amazônia sob proteção

Em São Paulo para um evento sobre a gestão financeira de áreas da Amazônia sob proteção ambiental, o representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Alan Bojanic, lembrou que zonas de preservação também têm uma função social. Essas regiões, segundo o especialista, podem oferecer oportunidades de geração de renda para quem mora perto das florestas, sem prejudicar o ecossistema.

Alan Bojanic, representante da FAO no Brasil. Foto: Visão Amazônica

Alan Bojanic, representante da FAO no Brasil. Foto: Visão Amazônica

Em São Paulo para um evento sobre a gestão financeira de áreas da Amazônia sob proteção ambiental, o representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Alan Bojanic, lembrou que zonas de preservação também têm uma função social. Essas regiões, segundo o especialista, podem oferecer oportunidades de geração de renda para quem mora perto das florestas, sem prejudicar o ecossistema.

O encontro na capital paulista, promovido nos dias 11 e 12, foi organizado pelo projeto Integração das Áreas Protegidas do Bioma Amazônico (IAPA) — Visão Amazônica, uma iniciativa financiada pela União Europeia para criar redes de articulação entre zonas de proteção ambiental. Na pauta, estavam os mecanismos que permitem a manutenção financeira dos planos de conservação.

“Foi possível enxergar novas possibilidades de financiamento, mecanismos financeiros inovadores. O Peru, por exemplo, está trabalhando com um leque de opções de financiamento, além do estadual, parcerias público-privada, responsabilidade social, cooperação internacional, promoção de eventos, entre outros”, comentou Bojanic.

O Visão Amazônica foi estabelecido para dar apoio ao programa Visión, uma estratégia regional para preservar a diversidade do bioma amazônico. Esse projeto foi proposto em 2008 pela Rede Latino-americana de cooperação técnica em parques nacionais, outras áreas protegidas, fauna e flora silvestres — também conhecida pela sigla REDPARQUES.

Um dos objetivos do Visão Amazônica é aumentar a resiliência dos ecossistemas aos efeitos das mudanças climáticas, garantindo o fornecimento de bens e serviços que beneficiam a biodiversidade, as comunidades e as economias locais.