FAO lança ferramenta para auxiliar governos na prevenção e resposta a crises

O novo Índice de Gestão de Riscos ajudará os governos nacionais e organizações de desenvolvimento e humanitárias a prevenir e responder a crises, tais como doenças em animais, pragas vegetais e até conflitos.

Uma agricultora colhe safra de arroz à mão em Timor-Leste. Foto: ONU/ Martine Perret

Uma agricultora colhe safra de arroz à mão em Timor-Leste. Foto: ONU/ Martine Perret

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) trabalha com seus parceiros para desenvolver uma nova ferramenta de dados que ajudará os governos nacionais e organizações de desenvolvimento e humanitárias a prevenir e responder a crises, tais como doenças em animais, pragas vegetais e até conflitos.

A apresentação do Índice de Gestão de Riscos (infoRM) ocorreu nesta última quinta-feira (27) em parceria com outras 15 entidades. A ferramenta lança nova luz sobre as raízes das crises e o que as comunidades precisam fazer para enfrentá-las.

Todos os anos milhões de pessoas que dependem da agricultura, silvicultura e pesca são confrontadas por secas, inundações, pragas vegetais, doenças em animais e conflitos. Quando isso acontece, a subsistência das comunidades pode ficar em frangalhos, enquanto as interrupções de produção e a distribuição de alimentos minam a segurança alimentar de nações e regiões inteiras.

O Índice foi projetado para ajudar a identificar as causas e onde as crises são mais prováveis de ocorrer. A ferramenta constrói um cenário ao reunir cerca de 50 diferentes indicadores que medem três dimensões de risco: perigos e exposição de pessoas, vulnerabilidade das comunidades a esses perigos, e sua capacidade de lidar com eles.

Esses dados são sintetizados em um perfil consolidado de cada país, incluindo os riscos naturais e humanos, a vulnerabilidade e falta de capacidade de enfrentamento. Atualmente, o infoMR abrange dados de 191 países.

“Ter uma ferramenta de avaliação de risco disponível é fundamental para ajudar a melhorar nossa forma de compreender os riscos em diferentes países e dessa maneira fortalecer os esforços da FAO para construir resiliência onde é mais necessário”, disse o coordenador de resiliência da FAO, Dominique Burgeon. “Isso nos ajudará a apoiar a resiliência das comunidades e os sistemas de alimentação para enfrentar os desafios antes que eles surjam.”