FAO lança campanha em defesa da igualdade de gênero no meio rural

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A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) lançou na quarta-feira (8) — Dia Internacional das Mulheres — a campanha de conscientização ‘#MulheresRurais, mulheres com direitos’. Objetivo da iniciativa é reconhecer as contribuições de agricultoras e trabalhadoras para a produção de alimentos na América Latina e no Caribe.

Campanha da FAO alerta para desafios que as mulheres enfrentam no meio rural. Imagem: FAO

Campanha da FAO alerta para desafios que as mulheres enfrentam no meio rural. Imagem: FAO

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) lançou na quarta-feira (8) — Dia Internacional das Mulheres — a campanha de conscientização #MulheresRurais, mulheres com direitos. O objetivo da iniciativa é reconhecer as contribuições de agricultoras e trabalhadoras para a produção de alimentos na América Latina e no Caribe.

“As mulheres rurais da nossa região desempenham um papel fundamental na erradicação da fome, na redução da pobreza e na luta contra as mudanças climáticas”, afirmou a representante regional interina da agência da ONU, Eva Crowley, durante o lançamento do projeto no escritório da FAO no Chile.

Ao longo de 2017, a campanha divulgará conteúdos sobre a situação das mulheres latino-americanas e caribenhas que vivem e trabalham no campo. A ideia é dar visibilidade ao papel que agricultoras têm desempenhado para promover a segurança alimentar da região, além de discutir obstáculos à igualdade de gênero neste setor produtivo. Entre as ações, a FAO planeja concursos de fotografia voltados para as mulheres rurais.

Distribuição de mudas durante o lançamento da campanha #MulheresRurais, mulheres com direitos. Foto: FAO/Max Valencia

Distribuição de mudas durante o lançamento da campanha #MulheresRurais, mulheres com direitos. Foto: FAO/Max Valencia

Dados divulgados pelo organismo na véspera do Dia Internacional revelaram que, na América Latina e no Caribe, 20% da mão de obra empregada pelo setor agrícola é composta por mulheres. A população feminina, porém, continua tendo menos acesso do que os homens a terra, crédito, insumos de produção e mercados.

Os censos agrícolas indicam que, na região, a proporção de mulheres responsáveis por uma propriedade agrícola — formada majoritariamente por áreas de cultivo — varia de 8% em Belize e na Guatemala até cerca de 30% no Chile, Jamaica, Paraguai e Santa Lúcia. No México, a taxa é um pouco mais alta, chegando a 32,2%.

Outro desafio é a pobreza, que afeta desproporcionalmente as mulheres da região. Para cada cem homens pobres, há 121 mulheres vivendo na mesma condição.

Lançamento da campanha #MulheresRurais, mulheres com direitos, no escritório da FAO no Chile. Foto: FAO/MaxValencia

Lançamento da campanha #MulheresRurais, mulheres com direitos, no escritório da FAO no Chile. Foto: FAO/MaxValencia

A campanha #MulheresRurais, mulheres com direitos é fruto de uma parceria da FAO com a Reunião Especializada da Agricultura Familiar do MERCOSUL (REAF), a Secretária Especial da Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário do Brasil (SEAD) e a Unidades para a Mudança Rural da Argentina.


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