FAO eleva orçamento, mas países pedem economia

Organização terá pouco mais de 1 bilhão de dólares para programas regulares e espera 1,4 bilhão em doações voluntárias.

O orçamento regular da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) para o biênio 2012-13 será de pouco mais de 1 bilhão de dólares – aumento de 1,4% na comparação com a gestão atual. A instituição também espera contribuições voluntárias no total de 1,4 bilhão de dólares.

O valor abrange a implantação completa dos programas de trabalho, além do Plano Imediato de Ação para renovar a FAO. Os Estados-Membros pediram mais eficiência à diretoria-geral para que seja possível poupar 34,5 milhões de dólares além das economias já previstas.

Durante a Conferência da FAO, a União Africana anunciou a criação do Prêmio Jacques Diouf para Segurança Alimentar. A cada dois anos, pessoas ou instituições que tenham contribuído de forma significativa para a melhoria da segurança alimentar global serão agraciados com 25 mil dólares.

Em uma resolução, a Conferência recordou os eminentes serviços prestados pelo senegalês Jacques Diouf à organização “durante um período no qual o mundo enfrentou insegurança alimentar, instabilidade de preços dos alimentos e desafios das mudanças climáticas de magnitude excepcional e complexidade sem precedentes”.

Diouf deixará a diretoria-geral da FAO em dezembro. Na semana passada, a organização elegeu o brasileiro José Graziano da Silva para ocupar o cargo a partir de 1º de janeiro.