FAO e Ministério da Agricultura lançam campanha #MulheresRurais, mulheres com direitos 2020

Foi lançada na quarta-feira (29), durante evento no Palácio do Planalto, a quinta edição da campanha #MulheresRurais, mulheres com direitos, cujo objetivo é dar visibilidade às mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes.

Entre as ações da campanha estão a identificação e difusão de experiências e conhecimentos sobre o poder transformador das mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes, e a realização de concurso, seminários e oficinas que levem até elas o conhecimento de direitos e políticas públicas ao seu alcance.

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Foi lançada na quarta-feira (29), durante evento no Palácio do Planalto, a quinta edição da campanha #MulheresRurais, mulheres com direitos, cujo objetivo é dar visibilidade às mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes.

O evento de lançamento teve a presença do presidente Jair Bolsonaro, da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e das ministras Tereza Cristina, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Damares Alves, da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), e do representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Rafael Zavala.

A campanha é uma iniciativa conjunta, de âmbito internacional e intersetorial, que visibiliza mulheres vivendo e trabalhando em um contexto desigualdades estruturais e desafios sociais, econômicos e ambientais, agravado pelo impacto da pandemia de COVID-19 na América Latina e Caribe.

Durante o evento, a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) disse que o empoderamento das mulheres rurais significa a promoção do crescimento e da produtividade da agricultura, que é o grande motor econômico do Brasil. Segundo a ministra, apesar de as mulheres dirigirem cerca de 20% dos estabelecimentos rurais no Brasil, a área desses estabelecimentos equivale a apenas 8,5% da área rural total do país.

Segundo ela, as ações previstas pela campanha são importantes para o intercâmbio de informações, a difusão de conhecimento e a troca de experiências, que “são vitais para mostrar toda a luta e a capacidade da mulher do campo, e para dar às mulheres rurais os meios para seguir crescendo, seguir melhorando”.

A ministra também lembrou que a agropecuária brasileira terá um papel determinante na retomada econômicas pós-pandemia da COVID-19, e que as mulheres rurais brasileiras serão parte importante desse esforço.

O representante da FAO no Brasil lembrou que muitas mulheres rurais latino-americanas sofrem impactos das limitações para acessar recursos produtivos como terra, água, insumos agrícolas, financiamento e treinamento, além de barreiras para colocar seus produtos no mercado.

Para ele, a campanha chega em boa hora, para tornar mais visível o papel dessas mulheres. “Ações inovadoras, principalmente aquelas envolvendo o desenvolvimento tecnológico, serão essenciais para impactar de maneira positiva os desafios da pandemia de COVID-19, especialmente nas condições de vida dessas mulheres rurais”, disse.

Durante seu discurso, Zavala também anunciou a finalização de um projeto conjunto entre FAO e outras cinco agências das Nações Unidas, sob a liderança do escritório do coordenador-residente no Brasil, que busca fortalecer as fontes de emprego não agrícola para as populações rurais mais vulneráveis à pandemia.

O foco será em mulheres dedicadas a serviços e comércio, a exemplo de artesanato, coleta de frutos do mar, preparação de alimentos e outras atividades intimamente ligadas ao turismo local e nacional.

Também presente ao evento, a primeira-dama brasileira, Michelle Bolsonaro, disse que o governo precisa fortalecer cada vez mais a atuação de mulheres rurais, “com políticas públicas que permitam o seu desenvolvimento profissional e aumento de sua renda, e que as protejam das dificuldades inerentes à sua condição, principalmente no combate à violência”.

A ministra Damares Alves destacou que, durante a pandemia, mais de 10 milhões de pessoas no meio rural receberam o auxílio emergencial do governo federal, sendo que uma grande parte eram mulheres. “É assim que a gente cuida das mulheres no campo, nenhum direito a menos para as mulheres rurais. Hoje estamos assumindo um compromisso, nenhum direito a menos para vocês”, disse.

Campanha

A proposta da campanha é dar visibilidade às mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes que vivem e trabalham em um contexto desigualdades estruturais e desafios sociais, econômicos e ambientais, agravado pelo impacto da pandemia de COVID-19 na América Latina e Caribe.

Entre as ações que integram a campanha estão a identificação e difusão de experiências e conhecimentos sobre o poder transformador das mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes, e a realização de concurso, seminários e oficinas que levem até as mulheres do campo o conhecimento de direitos e políticas públicas ao seu alcance.

A edição deste ano quer dar visibilidade também às mulheres como guardiãs e promotoras do desenvolvimento, seguindo o princípio da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

No Brasil, a organização da campanha está a cargo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que atuará em conjunto com o gabinete da primeira-dama e com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

Com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento