FAO e governo brasileiro reforçam parceria para alimentação escolar na América Latina e Caribe

Executado desde 2009, o projeto de cooperação entre Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e governo brasileiro tem como foco o direito à alimentação adequada a partir do fortalecimento de políticas públicas de alimentação escolar. Outros treze países de América Latina e Caribe têm adotado políticas semelhantes nas escolas.

Relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) lançado em abril apontou o Brasil como um dos oito países do mundo em que a insegurança alimentar severa atinge menos de 0,5% da população. Foto: EBC

Projeto de cooperação tem como foco o direito à alimentação adequada a partir do fortalecimento de políticas públicas de alimentação escolar. Foto: EBC

O representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Alan Bojanic, reuniu-se nesta quarta-feira (21) com oficiais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para apresentar resultados dos programas de alimentação escolar na região de América Latina e Caribe, além de discutir novas parcerias de Cooperação Sul-Sul.

Também participaram da reunião o diretor de ações educacionais do FNDE, José Costa Neto, e a coordenadora substituta do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), Karine Santos.

Executado desde 2009, o projeto de cooperação tem como foco o direito à alimentação adequada a partir do fortalecimento de políticas públicas de alimentação escolar. A iniciativa foi desenhada a partir de experiências e lições aprendidas pelo Brasil nos 60 anos de execução do PNAE.

O representante da FAO destacou a parceria bem sucedida entre a organização e o governo brasileiro. “Vimos que muitos países mudaram suas políticas de alimentação escolar, estimulando também a compra de alimentos da agricultura familiar”, disse Bojanic.

Além do Brasil e da FAO, a iniciativa conta com o envolvimento dos governos de Belize, Costa Rica, El Salvador, Granada, Guatemala, Guiana, Honduras, Jamaica, Paraguai, Peru, Republica Dominicana, Santa Lúcia e São Vicente e Granadinas.

Para contribuir com políticas públicas de alimentação escolar na região, o projeto dá apoio técnico para melhorar a qualidade dos programas, assim como institucionalizar a política pública por meio de legislações sobre o tema. Recentemente, Paraguai, Bolívia e Honduras aprovaram leis de alimentação escolar.

“Atualmente, o paradigma da alimentação escolar sustentável faz parte da agenda política dos países da América Latina e Caribe”, disse Najla Veloso, coordenadora regional do projeto.

O apoio aos países vem sendo oferecido por meio da metodologia Escolas Sustentáveis, na qual escolas são selecionadas para construir programas de alimentação escolar sustentáveis.

Desde 2012, essa metodologia foi implantada em 1.640 centros escolares, contando com a participação de 150.305 crianças. Além disso, foram melhoradas a infraestrutura de 75 cozinhas, 73 dispensas e 53 refeitórios de instituições de ensino.