FAO e Brasil promovem congresso global sobre alimentação escolar

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Cerca de 250 profissionais de educação e nutrição, brasileiros e estrangeiros, reuniram-se nesta semana, na Universidade de Brasília (UnB), para discutir exemplos de sucesso na implementação de programas que fornecem refeições em centros de ensino.

Alimentação escolar. Foto: Agência Brasil

Alimentação escolar. Foto: Agência Brasil

Cerca de 250 profissionais de educação e nutrição, brasileiros e estrangeiros, reuniram-se nesta semana, na Universidade de Brasília (UnB), para o Congresso Internacional de Alimentação Escolar. Evento contou com a participação de representantes de 24 países da América Latina, Caribe e outras regiões. De 3 a 5 de outubro, especialistas discutiram exemplos de sucesso na implementação de programas que fornecem refeições em centros de ensino.

Promovido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação do Brasil, o encontro abordou avanços de diferentes países — como Costa Rica, Chile, Honduras, El Salvador, México, Estados Unidos e República Dominicana.

No primeiro dia do congresso, o FNDE premiou 25 municípios brasileiros, vencedores do concurso Boas Práticas de Agricultura Familiar, por seus esforços para garantir que crianças e adolescentes tenham uma refeição quente nos colégios que frequentam. Atualmente, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) é responsável por alimentar 40 milhões de estudantes.

“O PNAE se consagrou como referência internacional e é importante ressaltar que o respeito ao regionalismo é o grande pilar do sucesso do programa. O alimento que é popular no cardápio de determinada escola nem sempre poderá ser oferecido para crianças de outras regiões. Por isso é tão importante ouvir e valorizar as experiências de cada município”, enfatizou o chefe de gabinete do FNDE, Rogério Lot.

Segundo o dirigente, dos 3 bilhões de reais repassados este ano ao PNAE, cerca de 850 milhões foram investidos na compra direta de produtos da agricultura familiar.

Ao longo do evento, também foi promovida uma oficina de hortas escolares pedagógicas, que podem funcionar como uma ferramenta na promoção da alimentação escolar.

A FAO lembrou que as iniciativas brasileiras têm inspirado outros países da América Latina e Caribe a ampliar e formalizar seus programas de nutrição em escolas. Ao final de setembro, foi aprovada no Legislativo da Guatemala uma nova Lei de Alimentação Escolar. Com isso, o país se junta a Bolívia, Brasil, Honduras e Paraguai na lista de nações da região que já contam com leis específicas de alimentação escolar.


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