FAO e Brasil debatem como monitorar cumprimento de diretrizes sobre políticas agroambientais

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Representantes do governo brasileiro e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) se reúnem nas próximas terça e quarta-feira (13 e 14), em Brasília, para debater o uso de estatísticas no monitoramento da implementação das Diretrizes Voluntárias para Políticas Agroambientais na América Latina e no Caribe. As recomendações da agência da ONU foram publicadas neste ano para estimular países da região a adotar modelos de crescimento mais sustentáveis.

Castanha é produto florestal importante para comunidades que vivem na região amazônia. Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Castanha é produto florestal importante para comunidades que vivem na região amazônia. Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Representantes do governo brasileiro e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) se reúnem nas próximas terça e quarta-feira (13 e 14), em Brasília, para debater o uso de estatísticas no monitoramento da implementação das Diretrizes Voluntárias para Políticas Agroambientais na América Latina e no Caribe. As recomendações da agência da ONU foram publicadas neste ano para estimular países da região a adotar modelos de crescimento mais sustentáveis.

A FAO lembra que o Brasil avançou no desenvolvimento de uma matriz energética limpa como base para o crescimento econômico ancorado em acordos globais de combate às mudanças climáticas e de conservação da biodiversidade. Em 2015, durante a COP 21, em Paris, o Brasil assumiu o compromisso voluntário de reduzir em 37% as emissões de gases do efeito estufa, até 2025, e em 43%, até 2030.

Outro destaque nacional, segundo a agência das Nações Unidas, são políticas recentes em áreas como: a conversão de vegetação nativa para serviços ambientais e conservação da biodiversidade; o desenvolvimento rural sustentável que leva em conta a preservação dos recursos naturais; a proteção de valores e comunidades tradicionais; a segurança alimentar saudável; e a adoção de tecnologias de produção modernas.

Os debates que acontecem nessa semana visam discutir quais indicadores podem ajudar autoridades brasileiras e estrangeiras a monitorar o cumprimento das diretrizes regionais da FAO para a América Latina e o Caribe.

A coordenadora do projeto da FAO e do Ministério do Meio Ambiente do Brasil (MMA) para o fortalecimento de políticas agroambientais na região, Jessica Casaza, explica que a definição das estatísticas estratégicas sobre o tema permitirão aos Estados-membros da agência da ONU aplicar medidas voltadas para a governança responsável da terra, dos recursos pesqueiros e das florestas.

Segundo a gestora, atualmente, o MMA está estruturando um sistema de compatibilização entre a política pública agroambiental e o território em diferentes escalas de atuação — municipal, estadual e federal. Outra frente de atuação é a articulação dessas iniciativas aos esforços do governo para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

“Existe uma necessidade urgente de adotar modelos de produção mais sustentáveis com a finalidade de frear a deteriorização dos recursos naturais, garantindo a segurança alimentar das populações”, diz Jessica.

Em 2017, o diálogo que acontece no Brasil já foi realizado em outros países — Cuba, Costa Rica, México e Colômbia. Essas atividades são promovidas pelo projeto de fortalecimento de políticas agroambientais na América Latina e no Caribe, com apoio da FAO e do governo do Brasil, por meio do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e da Agência Brasileira de Cooperação (ABC).

Acesse a programação completa dos debates clicando aqui.

Acesse o documento das Diretrizes Voluntárias para Políticas Agroambientais na América Latina e no Caribe clicando aqui.


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