FAO defende iniciativas conjuntas para combater fome e obesidade

Reintroduzir na dieta grãos usados tradicionalmente em determinadas regiões ajudaria a lidar com mudanças alimentares provocadas por urbanização, crescimento econômico e estilo de vida.

Foto: UNMISS/James Sokiri

Foto: UNMISS/James Sokiri

O mundo precisa de iniciativas conjuntas na área de nutrição para ajudar as pessoas a lidar com alterações na alimentação provocadas pela urbanização, pelo crescimento econômico e mudanças no estilo de vida. A avaliação é do Diretor-Geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva.

“Precisamos de estratégias integradas de nutrição, formadas com estímulos de toda a sociedade, do setor privado, dos consumidores, dos médicos, das organizações de consumidores e outros”, disse Graziano na sexta-feira (15), na Universidade de Wageningen, na Holanda.

Enquanto 870 milhões de pessoas passam fome, há também mais de meio bilhão que são obesas e suscetíveis a doenças não transmissíveis. As alternativas alimentares e informações sobre suas dietas ajudariam a resolver este problema, argumentou o Diretor-Geral da FAO. Graziano acrescentou que uma revisão global de estratégia de nutrição poderia, por exemplo, repensar o papel das plantações tradicionais, que perderam espaço nas dietas modernas.

“Cada região tem uma grande variedade de plantações tradicionais que foram usadas no passado como alimento”, acrescentou Graziano. “Um exemplo é a quinoa, que é celebrada em 2013 em seu ano internacional.” Quinoa é um superalimento andino, altamente nutritivo, cultura cereal rica em proteína e micronutrientes.

Durante sua visita de dois dias ao país, Graziano assinou um acordo com a Universidade de Wageningen para colaboração mais estreita em pesquisas científicas e atividades conjuntas para fomentar e promover a educação, a pesquisa e a tecnologia em países em desenvolvimento nos próximos quatro anos.