FAO Brasil participa de evento no Rio de Janeiro para discutir comida, planeta e saúde

O Instituto Comida do Amanhã promoveu no dia 3 de julho, na Casa Firjan do Rio de Janeiro, o evento “A dieta planetária”. Representantes de instituições nacionais e internacionais, como a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), discutiram como alcançar dietas saudáveis em sistemas alimentares sustentáveis.

O evento reuniu diferentes perspectivas dos desafios, oportunidades e possibilidades para se alcançar uma dieta planetária que respeite os limites do planeta e promova a saúde humana.

Evento no Rio de Janeiro discute comida, planeta e saúde. Foto: UNIC Rio/Kathlen Barbosa

Evento no Rio de Janeiro discute comida, planeta e saúde. Foto: UNIC Rio/Kathlen Barbosa

O Instituto Comida do Amanhã promoveu no dia 3 de julho, na Casa Firjan do Rio de Janeiro, o evento “A dieta planetária”. Representantes de instituições nacionais e internacionais, como a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), discutiram como alcançar dietas saudáveis em sistemas alimentares sustentáveis.

“São grandes os problemas que nós temos, como o aumento da fome e da obesidade, que são dois lados de uma mesma moeda. O aumento sustentável da produção de alimentos pode significar uma diminuição da fome no mundo”, comentou o Representante Assistente da FAO no Brasil, Gustavo Chianca.

O evento reuniu diferentes perspectivas dos desafios, oportunidades e possibilidades para se alcançar uma dieta planetária que respeite os limites do planeta e promova a saúde humana.

Chefs de cozinha presentes nos seminários destacaram a importância de se valorizar ingredientes locais e sazonais como uma forma de garantir segurança alimentar e combater a perda da biodiversidade.

Taina Marajoara, chef de cozinha e coordenadora do Ponto de Cultura Alimentar Iacitatá, avalia que a valorização da biodiversidade deve ser acompanhada da valorização de todas as práticas culturais e religiosas que cada localidade atribui a determinado alimento.

“Falar de cultura alimentar é falar da nossa existência, de quem nós somos. É também trazer para o protagonismo a nossa ciência que é feita no campo, na floresta, na água, e nas cidades. Que elas sejam vistas e visibilizadas com harmonia”, comentou.

Década das Nações Unidas para Agricultura Familiar 2019-2028

Inaugurada em maio de 2019, a Década das Nações Unidas para Agricultura Familiar 2019-2028 é uma oportunidade para que os governos adotem políticas de apoio à agricultura familiar sustentável e diversificada e avancem em direção a um novo paradigma para sistemas alimentares e desenvolvimento rural.

Os agricultores familiares produzem 80% dos alimentos do mundo e impulsionam o desenvolvimento sustentável. Eles são atores socioeconômicos importantes, que contribuem para a criação de empregos, a coesão comunitária e o desenvolvimento rural.

Além de aumentar a conscientização pública sobre o papel que os agricultores familiares desempenham em nossas sociedades e economias, um dos objetivos visados pela Década é criar um ambiente propício para fortalecer a posição da agricultura familiar e maximizar as contribuições dos agricultores familiares para a segurança alimentar e nutrição do mundo.

José Graziano da Silva, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), afirma que a Década das Nações Unidas para Agricultura Familiar 2019-2028 “abre uma extraordinária janela de oportunidades”, em meio ao processo de reconhecimento global da importância dos agricultores familiares para o desenvolvimento sustentável, no contexto da Agenda 2030 e dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Este slideshow necessita de JavaScript.

O estado da segurança alimentar e da nutrição no mundo

Dados do relatório recém-lançado pela ONU apontam que cerca de 820 milhões de pessoas em todo o mundo não tiveram acesso suficiente a alimentos em 2018, frente a 811 milhões no ano anterior. Ao mesmo tempo, o sobrepeso e a obesidade continuam aumentando em todas as regiões, em especial entre crianças em idade escolar e adultos.

Este cenário representa um imenso desafio para alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 2, que prevê fome zero até 2030. O relatório denuncia igualmente que a desigualdade de renda está crescendo em muitos dos países onde a fome está aumentando, o que torna a situação ainda mais difícil para os mais pobres, vulneráveis ou marginalizados, frente à desaceleração e à recessão econômica.

A fome e a obesidade em crescimento apontam a necessidade de se repensar os sistemas produtivo e de consumo de alimentos vigentes e de se buscar soluções mais saudáveis. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), impulsionar uma economia sustentável no campo é fundamental para alcançarmos segurança alimentar e dietas mais nutritivas e equilibradas para todas e todos.

Clique aqui para acessar o relatório completo (em espanhol).