FAO: alimentação escolar cria ciclo ‘virtuoso’ que beneficia educação e agricultura familiar

AUMENTAR LETRA DIMINUIR LETRA

Em congresso promovido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e pelo governo brasileiro, em Brasília, o representante da agência no Brasil, Alan Bojanic, elogiou o uso da alimentação escolar como ferramenta para promover a nutrição dos jovens e estimular a produção local de alimentos. Organismo internacional trabalha com o país e outras nações latino-americanas para incentivar iniciativas na área.

Programas de alimentação escolar podem fortalecer agricultura local e garantir que crianças frequentam o colégio. Foto: PMA / Vinícius Limongi

Programas de alimentação escolar podem fortalecer agricultura local e garantir que crianças frequentam o colégio. Foto: PMA/Vinícius Limongi

O representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Alan Bojanic, elogiou na semana passada os benefícios trazidos pela alimentação escolar. Em congresso sobre o tema, promovido pela agência da ONU e o governo brasileiro, dirigente lembrou que o fornecimento de refeições em centros de ensino pode estimular economias locais.

“Não há nada mais importante para as crianças, nos primeiros anos de vida, do que a alimentação escolar”, disse o especialista na abertura do Congresso Internacional de Alimentação Escolar, realizado na Universidade de Brasília (UnB). Evento reuniu 250 profissionais da área, vindos de 24 países da América Latina e Caribe.

“Além disso, a alimentação escolar gera circuitos curtos virtuosos como é o caso da agricultura familiar que tem a possibilidade de comercializar seus produtos para o cardápio das escolas”, acrescentou o dirigente.

Bojanic afirmou ainda que parcerias entre a FAO e os países têm se traduzido em leis, programas, iniciativas municipais e outras ações para institucionalizar a oferta de comida em instituições de ensino. Na América Latina e no Caribe, o organismo internacional atua em conjunto com o Brasil para difundir boas práticas de alimentação escolar entre outras nações.

O congresso foi uma atividade do projeto executado pela FAO e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação do Ministério da Educação (FNDE/MEC), com apoio da Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE). Objetivo da reunião era o fortalecimento dos Programas de Alimentação Escolar América Latina e Caribe, uma iniciativa que integra a cooperação Brasil-FAO. Atualmente, 13 países são parceiros do projeto.

Alimentação escolar no Brasil

No Brasil, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) consolidou-se como referência e, hoje, atende diariamente 42 milhões de estudantes de todas as regiões do país.

Segundo Rogério Lot, chefe de gabinete do FNDE, o primeiro pilar do programa é a oferta de alimentos saudáveis e diversificados, seguido do respeito à cultura alimentar local. “Uma criança saudável e melhor nutrida tem mais condições de se educar. Só vamos conseguir transformar um país investindo em educação, em condições básicas cada vez melhores e em alimentos cada vez mais saudáveis e mais nutritivos”, disse o gestor.

A presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar (CONSEA), Elizabetta Recine, enfatizou que “é necessário criar um ambiente onde as pessoas saibam que alimentação é um exercício de cidadania e de expressão de como o mundo se organiza”. “O grande desafio da educação alimentar e nutricional é contribuir para a cidadania dos nossos países”, afirmou.


Mais notícias de:

Comente

comentários