FAO alerta para aumento de gripe aviária na China e pede maior vigilância de países vizinhos

Celebração do ano-novo chinês na próxima semana gera aumento na circulação de pessoas e no abate caseiro de aves. Governo já implementou medidas para reduzir exposição ao vírus H7N9.

Foto: IRIN/Victoria Hazou

O número de casos de gripe aviária voltou a crescer na China e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) emitiu um alerta, principalmente aos países vizinhos, para que a vigilância aumente à medida que as festividades do ano-novo chinês se aproximam.

A agência emitiu um comunicado na segunda-feira (20) pedindo que todos tomem cuidados com o vírus A (H7N9), assim como outros tipos de gripe aviária como o H5N1.

O número de infecções humanas por H7N9 aumentou consideravelmente desde o fim de dezembro no leste e no sudeste da China, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Pelo menos sete casos de infecções pelo H7N9 foram notificados somente este mês, de acordo com relatórios locais.

Durante as comemorações do ano-novo chinês, milhares de pessoas vão circular pela região e muitas famílias abatem aves em casa para celebrar as festividades que começam na próxima semana. Além disso, é comum o aumento da contaminação pelo vírus da gripe durante os meses de inverno.

A FAO afirmou que o governo da China já está tomando medidas para reduzir o risco de exposição humana ao vírus H7N9, dentre elas a proibição temporária de comércio de aves vivas, melhora na higiene dos mercados e aumento do controle da circulação de aves.

Até o momento, nenhum outro país registrou casos de H7N9 ou outro vírus da gripe aviária em humanos ou animais. A FAO está ajudando os países da região a aumentarem a vigilância, diagnosticarem rapidamente a doença e a evitarem a expansão dos vírus.