FAO acompanhará implementação de acordo de paz na Colômbia

Governo da Colômbia e FARC pediram que FAO, União Europeia e a Via Campesina acompanhem ponto do acordo de paz que trata da luta contra a fome, do desenvolvimento do campo e da reforma rural. Depois de 50 anos de conflito, as zonas rurais do país são as mais afetadas pela pobreza.

Foto: Centro de Memória Paz e Reconciliação da Colômbia

Foto: Centro de Memória Paz e Reconciliação da Colômbia

O governo da Colômbia e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) solicitaram que a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) acompanhe a implementação do primeiro ponto do acordo de paz, que trata da luta contra a fome, o desenvolvimento do campo e uma reforma rural integral.

O primeiro ponto do acordo tem como objetivo transformar as zonas rurais do país, duramente afetadas pelo conflito armado de cinco décadas. As iniciativas incluem criar um fundo de terras para distribuir entre agricultores sem terra e planos de grande escala para prover bens e serviços públicos em infraestrutura, estradas, desenvolvimento social, educação, saúde e moradia.

José Graziano da Silva, diretor-geral da FAO, parabenizou a decisão das partes de colocar o campo, a agricultura, o meio ambiente, a associatividade e a segurança alimentar como pedra angular dos acordos de paz: “Ali onde brotou a guerra, a Colômbia semeará as sementes da paz”, disse.

Além da FAO, acompanharão a implementação do primeiro ponto do acordo de paz a União Europeia e a organização da sociedade civil Via Campesina . As três entidades apresentarão um plano de trabalho conjunto nos próximos meses.

Para este plano, a FAO propõe incluir ações que fomentem a produção rápida de alimentos, como forma de responder de maneira urgente àqueles que sofrem com a fome e a pobreza, além de ações para o fortalecimento necessário das instituições dedicadas ao campo e à segurança alimentar, apoiando o emprego digno e a melhoria da qualidade de vida no campo.

Milhões de pessoas ficaram desabrigadas devido ao conflito e muitos agricultoras e agricultores perderam suas terras, razão pela qual é chave apoiar aos pequenos agricultores familiares para que tenham acesso aos mercados, investimentos e infraestrutura, além de sistemas de informação de mercado e mecanismos de integração aos circuitos econômicos agroalimentares.