Falar português é ‘militância pela diversidade’, diz Mia Couto em dia mundial

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Falar, amar e cultivar o português é uma forma de “militância pela diversidade” no mundo de hoje, defendeu o escrito moçambicano Mia Couto em entrevista nesta sexta-feira (5) — Dia da Língua Portuguesa — à ONU News, portal de notícias lusófono das Nações Unidas. O autor e vencedor do Prêmio Camões de 2013 alertou para a tendência à hegemonia do inglês e defendeu a riqueza linguística no planeta e em seu país de origem.

Mia Couto. Foto: Wkimedia Commons/Voice of America

Mia Couto. Foto: Wkimedia Commons/Voice of America

Falar, amar e cultivar o português é uma forma de “militância pela diversidade” no mundo de hoje, afirmou o escritor moçambicano Mia Couto em entrevista nesta sexta-feira (5) — Dia da Língua Portuguesa — à ONU News, portal de notícias lusófono das Nações Unidas. O autor e vencedor do Prêmio Camões de 2013 alertou para a tendência à hegemonia do inglês e defendeu a riqueza linguística no planeta e em seu país de origem.

“Quando se fala da língua portuguesa em Moçambique, é preciso estar atento (ao fato de) que esta língua não pode ter uma relação de poder” sobre as outras línguas africanas que existem no país e que estão ameaçadas pela crescente supremacia do português, enfatizou Couto.

“Nós temos que estar atentos para não reproduzir esses erros dentro da nossa política linguística”, frisou o escritor. Couto lembrou que a multiplicidade de idiomas falados no país africano carregam tradições orais e narrativas, bem como culturas distintas que influenciaram sua escrita em português.

Ouça na íntegra a entrevista de Mia Couto às jornalistas da ONU News, Laura Gelbert e Monica Grayley:


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