Evento no Rio reúne militares e acadêmicos para discutir participação do Brasil em missões de paz

Membros das Forças Armadas e acadêmicos reuniram-se na semana passada (22) na Escola Superior de Guerra, no Rio de Janeiro, para o simpósio “O Brasil e o processo de participação em missões de paz sob a égide da ONU”.

Nova missão da ONU no Haiti sucedeu MINUSTAH e tem pouco mais de 1 mil policiais em seu efetivo. Foto: ONU/Marco Dormino

Nova missão da ONU no Haiti sucedeu MINUSTAH e tem pouco mais de 1 mil policiais em seu efetivo. Foto: ONU/Marco Dormino

Membros das Forças Armadas e acadêmicos reuniram-se na semana passada (22) na Escola Superior de Guerra, no Rio de Janeiro, para o simpósio “O Brasil e o processo de participação em missões de paz sob a égide da ONU”.

Uma das palestras do evento foi ministrada pelo general de divisão R/1 Luiz Guilherme Paul Cruz, atualmente diretor do Escritório para Parcerias Estratégicas para Operações de Paz da ONU.

Segundo o general, o objetivo do evento foi unir a academia e membros das Forças Armadas com o objetivo de subsidiar o Ministério da Defesa com perspectivas e desafios sobre participações futuras do Brasil em operações de paz.

A palestra ministrada por ele teve como foco detalhar o processo, desde a tomada de decisão até seus desdobramento, de participação das Forças Armadas brasileiras em operações de paz na ONU. Cruz tem ampla experiência com operações de paz, e abordou também os principais desafios dessas missões atualmente.

Para Cruz, a participação em operações de paz não é apenas um processo militar, tendo maior complexidade na tomada de decisões. Segundo ele, isso explicaria a decisão do Brasil de não participar na missão na República Centro-Africana.

“O Brasil tem um papel muito importante a desempenhar nas operações de paz ainda. Mesmo que no momento não seja possível uma mobilização direta como na MINUSTAH, há ainda espaço para inúmeras contribuições indiretas.”

O contra-almirante (FN) Rogério Ramos Lage, atualmente subchefe de operações de paz no Ministério da Defesa, ministrou a palestra “O futuro das operações de paz”, na qual discutiu as missões que o Brasil participou ou participa — Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH) e Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), respectivamente. Ele também debateu as possibilidades de participações futuras, assim como desafios e oportunidades.

O evento foi encerrado por um debate com a participação dos expositores e da plateia.