Eventos no Rio e em Nova Iorque homenageiam vítimas do Holocausto

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Em 27 de janeiro é lembrado o Dia Mundial em Memória das Vítimas do Holocausto. Uma cerimônia realizada no Rio de Janeiro marcou a data com homenagem às vítimas e exibição do documentário “A Trajetória do Genocídio Nazista”, produzido pela ONU.

Em evento em Nova Iorque para a data, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que o Holocausto foi “um crime sem precedentes contra a humanidade”.

Siegfried Glatt foi um dos sobreviventes homenageados durante o evento. Foto: Victoria Macdonogh/UNIC Rio

Siegfried Glatt foi um dos sobreviventes homenageados durante o evento. Foto: Victoria Macdonogh/UNIC Rio

Em 27 de janeiro é lembrado o Dia Mundial em Memória das Vítimas do Holocausto. Uma cerimônia realizada no Rio de Janeiro marcou a data com homenagem às vítimas e exibição do documentário “A Trajetória do Genocídio Nazista”, produzido pela ONU.

O evento foi fruto de uma parceria entre o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) e a Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (FIERJ), e reuniu a comunidade judaica, sobreviventes do Holocausto e diversas lideranças religiosas.

Siegfried Glatt foi um dos sobreviventes homenageados durante o evento. Ele perdeu os irmãos e parte da família no campo de concentração de Auschwitz, e veio para o Rio de Janeiro aos 19 anos com a mãe. “Quando o navio entrou na Baía de Guanabara, eu disse para a minha mãe que era aqui que eu queria fazer meu futuro — e eu fiz”, disse Siegfried.

Herry Rosenberg, presidente da FIERJ, ressaltou a importância do trabalho de memória para evitar que o Holocausto aconteça novamente. “Lembrar é muito importante. Não podemos ficar na indiferença, nós temos que nos mover para não deixar isto acontecer de novo com o mundo”, afirmou.

Dia também teve homenagens em Nova Iorque

O dia também foi marcado por eventos na sede das Nações Unidas em Nova Iorque. Na ocasião, o secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou o Holocausto de “um crime sem precedentes contra a humanidade”, e afirmou que enquanto a História continua avançando, o antissemitismo continua retornando.

António Guterres (quinto à direita) posa para foto com participantes de cerimônia em Nova Iorque para lembrar o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Foto: ONU/Eskinder Debebe

António Guterres (quinto à direita) posa para foto com participantes de cerimônia em Nova Iorque para lembrar o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Foto: ONU/Eskinder Debebe

cooperativo, que levou à criação das Nações Unidas e de sua Carta, à Declaração Universal dos Direitos Humanos e a Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio.

“A humanidade ousou acreditar que as identidades tribais reduziriam de importância. Estávamos errados”, disse Guterres. “A irracionalidade e a intolerância estão de volta”.

Falando a representantes de 193 Estados-membros reunidos no hall da Assembleia Geral para marcar a data, Guterres disse que hoje o antissemitismo continua, ao lado do racismo, da xenofobia, do ódio contra muçulmanos e outras formas de intolerância, impulsionada pelo populismo que ganha espaço no discurso público.

O secretário-geral citou sua profunda preocupação com a discriminação enfrentada por migrantes, refugiados e minorias no mundo todo, particularmente com a disseminação de estereótipos para os muçulmanos, lembrando como o Holocausto se aproveitou de dificuldades e instabilidades para criar bodes-expiatórios.

O chefe da ONU falou pessoalmente sobre a história dos judeus em seu país, Portugal, lembrando que o antissemitismo é “mais do que uma questão de religião, é essencialmente uma expressão do racismo”.

O evento desta sexta-feira na Assembleia Geral começou com uma homenagem aos sobreviventes do Holocausto presentes e um minuto de silêncio para as milhões de pessoas mortas na Europa na década de 1940. Houve apresentações de cantores e músicos judeus e um recital.


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