Evento no PR discute cooperativismo para impulsionar autonomia de mulheres rurais

As famílias encabeçadas por mulheres estão entre as mais pobres no campo. Elas são mais vulneráveis à violência de gênero, têm dificuldades de ter acesso à terra para gerar sua própria renda e pouca voz na tomada de decisões que afetam suas vidas.

Ainda assim, as mulheres são responsáveis por parte importante da produção de alimentos no Brasil, disse o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva.

As declarações foram feitas em vídeo para o 1º Encontro das Mulheres Rurais do Mercosul – Cooperativismo, Instrumento para Autonomia Econômica das Mulheres, que aconteceu no último dia 18 em Medianeira, Paraná.

Campanha #Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos reconhece contribuições das agricultoras para a produção sustentável de alimentos. Foto: FAO

Campanha #Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos reconhece contribuições das agricultoras para a produção sustentável de alimentos. Foto: FAO

As famílias encabeçadas por mulheres estão entre as mais pobres no campo. Elas são mais vulneráveis à violência de gênero, têm dificuldades de ter acesso à terra para gerar sua própria renda e pouca voz na tomada de decisões que afetam suas vidas.

Ainda assim, as mulheres são responsáveis por parte importante da produção de alimentos no Brasil, disse o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, em vídeo para o 1º Encontro das Mulheres Rurais do Mercosul – Cooperativismo, Instrumento para Autonomia Econômica das Mulheres, que aconteceu no último dia 18 em Medianeira, Paraná.

O encontro, que reuniu representantes de seis países (Brasil, Paraguai, Uruguai, Argentina, Chile e Colômbia), promoveu o intercâmbio de experiências cooperativas de mulheres e jovens rurais para evidenciar, na agenda política da região, as autonomias econômicas, físicas e participativas. O evento discutiu também experiências de comercialização, negócios sustentáveis, inovação e mostras de tecnologias alternativas de produção.

“As evidências mostram que quando as mulheres têm as mesmas oportunidades que os homens, os recursos naturais são mais bem administrados, as terras são mais produtivas e a nutrição das famílias melhora significativamente”, observou o diretor-geral da FAO.

O encontro foi coordenado pela União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (UNICAFES) e pela Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar do Mercosul (REAF).

A organização do evento teve início em março, em Colonia Iguazu, no Paraguai, durante o Encontro Preparatório da Agenda de Cooperativas, Agricultura Familiar e Associativismo do MERCOSUL. Na ocasião, um dos encaminhamentos aprovados foi a realização de um encontro regional, fortalecendo a agenda de gênero da região e sua inserção no Decênio da Agricultura Familiar.

FAO e as mulheres rurais

No último biênio, a FAO prestou assistência a mais de 130 países para beneficiar as mulheres rurais. Na América Latina, o enfoque está nas mulheres rurais indígenas, com treinamento nas áreas de direitos humanos, liderança, planos de defesa, segurança alimentar e nutrição, com centenas de mulheres indígenas participando de cursos na Bolívia, Peru, Panamá, El Salvador e Paraguai.

Na África, onde as mulheres rurais respondem por até 60% da força de trabalho na agricultura familiar, a FAO e seus parceiros já capacitaram 40 mil mulheres de Etiópia, Libéria, Níger e Ruanda por meio do acesso a tecnologias agrícolas aprimoradas.

A meta da FAO é acabar com as desigualdades de gênero, dando a elas equidade, oportunidade e capacidade de decisão.


Comente

comentários