Evento em SP discute formas de garantir alimentação de qualidade para todos

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A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Centro de Excelência contra a Fome apoiaram no fim de janeiro (26 e 27) a realização de evento em São Paulo para debater possíveis caminhos para alimentar melhor uma população global que deve chegar a quase 9 bilhões de pessoas até 2030.

O seminário “Fruto — Diálogos do Alimento” reuniu 30 especialistas e 300 convidados, contando com palestras sobre os aspectos culturais, biológicos e sociais da alimentação, tendo como objetivo consolidar o Brasil como principal celeiro dessa discussão.

Jerônimo Villas-Bôas, ecólogo, trabalha com o resgate da produção de mel de espécies nativas de abelhas. Ele foi um dos palestrantes do evento em São Paulo. Foto: PMA/Isadora Ferreira

Jerônimo Villas-Bôas, ecólogo, trabalha com o resgate da produção de mel de espécies nativas de abelhas. Ele foi um dos palestrantes do evento em São Paulo. Foto: PMA/Isadora Ferreira

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Centro de Excelência contra a Fome — fruto de uma parceria entre o governo brasileiro e o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas — apoiaram no fim de janeiro (26 e 27) a realização de evento em São Paulo para debater possíveis caminhos para alimentar melhor uma população global que deve chegar a quase 9 bilhões de pessoas até 2030.

O seminário “Fruto — Diálogos do Alimento” reuniu 30 especialistas e 300 convidados, contando com palestras sobre os aspectos culturais, biológicos e sociais da alimentação, tendo como objetivo consolidar o Brasil como principal celeiro dessa discussão.

Especialistas de áreas como sustentabilidade, gastronomia, agricultura, ciência e política, além de representantes da indústria de alimentos, compartilharam suas visões e discutiram estratégias e alternativas para garantir acesso à alimentação de qualidade para todos e todas.

O Centro de Excelência contra a Fome participou do evento com uma apresentação sobre a Cooperação Sul-Sul como estratégia para que países em desenvolvimento possam criar e adotar políticas e programas sustentáveis de superação da fome e da pobreza.

Na abertura do evento, o chef brasileiro Alex Atala, responsável pela organização do seminário, afirmou que a ideia é que este evento inicie um movimento de muitos outros, com debates simultâneos sobre as relações das pessoas com os alimentos.

Isadora Ferreira, oficial de comunicação do Centro de Excelência contra a Fome, destacou em sua apresentação que vencer a fome é um desafio, que se for encarado estrategicamente pode ser superado.

“Precisamos de uma combinação de assistência humanitária imediata com ações de desenvolvimento de longo prazo. A promoção do desenvolvimento justo, equitativo e sustentável é indispensável, e de todas as ações possíveis nesse sentido, nós do Centro de Excelência privilegiamos uma: a alimentação escolar.”

A alimentação escolar cria uma demanda estruturada por produtos da agricultura familiar, melhora e amplia a produção de alimentos, gera investimentos para melhorar o armazenamento da produção agrícola, diminui a necessidade de transportar alimentos por longas distâncias e melhora as rotas de comercialização.

“As crianças ficam mais saudáveis, os indicadores educacionais melhoram, contribuímos para diminuir as lacunas de gênero e ajudamos a tornar as famílias mais resilientes a choques, sejam naturais, climáticos ou de conflitos”, destacou Isadora.

O seminário foi organizado pelo chef brasileiro Alex Atala e pelo produtor cultural Felipe Ribenboim. Participaram especialistas como Carlo Petrini, fundador do movimento Slow Food, Céline Cousteau, membro do Conselho de Oceanos do Fórum Econômico Mundial, Ernst Götsch, criador da Agricultura Sintrópica, Suzana Herculano-Houzel, neurocientista, Manuela Carneiro da Cunha, antropóloga, entre outros.

As palestras podem ser assistidas pela internet. Clique aqui.


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