Evento do UNICEF no Rio apresenta manifesto contra violência dentro e no entorno de escolas

“Nós, jovens, queremos o fim da violência nas escolas.” Com essa frase, a jovem Lays dos Santos abriu o seminário nacional Educação é Proteção contra Violência, no último 17 de junho, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro (RJ).

Para uma plateia de mais de 300 educadores, gestores e autoridades públicas e representantes da sociedade civil, Lays apresentou os principais pontos do Manifesto Jovem #EndViolence nas Escolas, escrito por 100 meninas e meninos de diferentes países, pedindo o fim da violência dentro e no entorno das escolas.

O manifesto faz parte da publicação “A educação que protege contra a violência”, apresentada durante o evento pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Evento do UNICEF no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro (RJ). Foto: Reprodução

Evento do UNICEF no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro (RJ). Foto: Reprodução

“Nós, jovens, queremos o fim da violência nas escolas.” Com essa frase, a jovem Lays dos Santos abriu o seminário nacional Educação é Proteção contra Violência, no último 17 de junho, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

Para uma plateia de mais de 300 educadores, gestores e autoridades públicas e representantes da sociedade civil, Lays apresentou os principais pontos do Manifesto Jovem #EndViolence nas Escolas, escrito por 100 meninas e meninos de diferentes países, pedindo o fim da violência dentro e no entorno das escolas. O manifesto faz parte da publicação “A educação que protege contra a violência“, apresentada durante o evento pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

“Estar na escola, aprendendo, é um fator crucial de proteção contra a violência. Crianças e adolescentes fora da escola ou com menos anos de estudo se tornam mais vulneráveis e vítimas da violência”, destaca Florence Bauer, representante do UNICEF no Brasil. Um exemplo extremo são os homicídios de crianças e adolescentes.

No Brasil, a cada dia, 32 meninas e meninos de 10 a 19 anos são vítimas de homicídio. O país é o primeiro em número absoluto de assassinatos de adolescentes no mundo. As maiores vítimas são meninos negros – para cada indivíduo não negro que sofreu homicídio em 2017, aproximadamente 2,6 negros foram mortos –, de baixa renda e que habitam as periferias urbanas (Datasus/2017).

Há outro aspecto em comum que merece especial atenção: são crianças e adolescentes que deixaram a escola, ou estão em via de fazê-lo. Segundo um estudo do UNICEF e parceiros em oito municípios do Ceará, 70% dos meninos assassinados estavam fora da escola há, pelo menos, seis meses.

Esse é um dos dados do cenário trazido pela publicação “A educação que protege contra a violência”. Além de dados e conceitos sobre as diferentes violências que afetam os estudantes, dentro e fora das escolas, o UNICEF traz um conjunto de recomendações de como garantir a educação como estratégia fundamental de proteção da vida e prevenção de outras formas de violência.

Ainda faz parte da publicação um panorama de experiências realizadas em diferentes regiões do Brasil, incluindo as estratégias Busca Ativa Escolar e Trajetórias de Sucesso Escolar, desenvolvidas pelo UNICEF com parceiros.

Assista ao vídeo sobre o evento: