EUA denunciam quebra de sanções contra Coreia do Norte

Em reunião de ministros no Conselho de Segurança, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, afirmou nesta quinta-feira (27) que a paz na Península Coreana só será possível com o fim do programa nuclear da Coreia do Norte. Dirigente alertou para violações de sanções impostas ao país pelas Nações Unidas. Nação asiática teria desrespeitado limitações às importações de petróleo e à venda de carvão para outros Estados.

Mike Pompeo, secretário de Estado norte-americano, durante reunião ministerial no Conselho de Segurança da ONU. Foto: ONU/Loey Felipe

Mike Pompeo, secretário de Estado norte-americano, durante reunião ministerial no Conselho de Segurança da ONU. Foto: ONU/Loey Felipe

Em reunião de ministros no Conselho de Segurança, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, afirmou nesta quinta-feira (27) que a paz na Península Coreana só será possível com o fim do programa nuclear da Coreia do Norte. Dirigente alertou para violações de sanções impostas ao país pelas Nações Unidas. Nação asiática teria desrespeitado limitações às importações de petróleo e à venda de carvão para outros Estados.

Pompeo enfatizou que a desnuclearização total e completamente verificada da Coreia do Norte é essencial para um “futuro muito mais brilhante” na Península. “O povo coreano, a região e o mundo nunca vão realizar a promessa plena do futuro se não aproveitarmos essa inédita abertura para a paz”, disse o representante dos Estados Unidos.

O secretário de Estado acrescentou que o líder norte-coreano Kim Jong-un e o presidente Donald Trump “compartilham um entendimento comum e pessoal sobre que precisa ocorrer”. Pompeo declarou que uma nova cúpula entre os dois chefes de Estado já está sendo organizada.

De acordo com Pompeo, os Estados Unidos têm provas de que a Coreia do Norte não respeitou o teto imposto às importações de petróleo da Coreia do Norte. As exportações de carvão, outro alvo de restrições, também continuam.

O dirigente acrescentou que alguns membros do Conselho de Segurança foram coniventes com o descumprimento de um embargo sobre o acolhimento de trabalhadores norte-coreanos.

O ministro das Relações Exteriores do Japão, Taro Kono, também denunciou rupturas das sanções envolvendo a compra de petróleo. “É importante que todos os Estados-membros parem imediatamente de fornecer esses produtos para a Coreia do Norte”, disse.

Kono citou ainda relatos de tentativas mais sofisticadas de driblar as sanções, como trocas de carga entre navios e a venda de direitos pesqueiros. Ações como essas, acrescentou o ministro, significam que “a própria autoridade das decisões tomadas por esse Conselho está em jogo”.

Já o chanceler da China, Wang Yi, disse que o Conselho deveria considerar um afrouxamento de algumas sanções econômicas, caso a Coreia do Norte aja em conformidade. Tal manobra poderia “encorajar” o país e outros atores relevantes a levar adiante a desnuclearização.


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