Etapas preparatórias para Rio+20 abordam ‘fundo verde’ e aspectos sociais das mudanças climáticas

Na próxima semana, têm início as conversas para ampliar o financiamento do setor privado ao Fundo Verde, projetado para dispor de 100 bilhões de dólares por ano até 2020. Já em outubro, serão resgatados os aspectos sociais da Rio+20, com temas como Justiça Climática e Economia Solidária.

Secretária Executiva da Convenção Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas, Christina FigueresO financiamento da adaptação às mudanças climáticas e as perspectivas alternativas à Economia Verde serão temas debatidos pelas Nações Unidas nos próximos meses, em etapas preparatórias para a Conferência da ONU sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

“Nada menos do que uma mudança radical é necessária a fim de permitir uma transformação do mundo no sentido de um futuro de baixo carbono, resistente ao clima futuro”, disse a Secretária Executiva da Convenção Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), Christiana Figueres.

Entre os dias 11 e 13 de setembro, a UNFCCC realiza a reunião da Comissão de Transição sobre o Fundo Clima Verde, instrumento proposto em 2010 pelos países membros. O objetivo atual é avançar mais concretamente sobre o papel do setor privado no financiamento do fundo, que terá 100 bilhões de dólares anuais até 2020 para ajudar os países em desenvolvimento a reduzir as emissões de gases de efeito estufa. O evento será precedido de um seminário com representantes de bancos, instituições financeiras e organizações industriais de países desenvolvidos e em desenvolvimento.

<b>Um resgate da dimensão social da Rio+20</b>

Já os aspectos sociais da Rio+20 serão discutidos na Conferência “Economia Verde e Desenvolvimento Sustentável: Um Resgate da Dimensão Social”, organizado pelo Instituto de Pesquisa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Social (UNRISD), entre os dias 10 e 11 de outubro. “A Economia verde não trata simplesmente de economia e meio ambiente, requer fundamentalmente uma profunda reestruturação dos processos e relações econômicas e sociais”, disse o Instituto em comunicado de imprensa desta semana.

Os realizadores chamam atenção para perspectivas alternativas tais como aquelas associadas com a Justiça Climática, o Desenvolvimentismo e a Economia Solidária, que levantam dúvidas sobre o potencial da Economia Verde para colocar a desigualdade e as pessoas vulneráveis no centro do desenvolvimento sustentável.