Estudo mapeia informações sobre setor algodoeiro em seis países da América Latina

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O algodão é um dos produtos agrícolas mais importantes do mundo. Estima-se que haja cerca de 35 milhões de hectares no produto plantados em 60 países. Na América Latina e no Caribe, esta cultura representa 80% das unidades produtivas da agricultura familiar.

A partir deste contexto, o projeto regional +Algodão publicou estudo que busca analisar a cadeia de valor do algodão em seis países da América Latina, a partir de um conjunto de marcos regulatórios para o seu desenvolvimento. O relato é da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Plantação de algodão em Catuti (MG). Foto: OIT

Plantação de algodão em Catuti (MG). Foto: OIT

O algodão é um dos produtos agrícolas mais importantes do mundo. Estima-se que haja cerca de 35 milhões de hectares no produto plantados em 60 países. Na América Latina e no Caribe, esta cultura representa 80% das unidades produtivas da agricultura familiar.

A partir deste contexto, o projeto regional +Algodão publicou o estudo “O estado da arte do algodão no Mercosul e países associados“, que busca analisar de forma individualizada a cadeia de valor do algodão em seis países da América Latina, a partir de um conjunto de marcos regulatórios para o seu desenvolvimento.

O estudo faz parte da estratégia do projeto de fortalecimento de informações setoriais sobre a cadeia do algodão.

A nova publicação reúne informações sobre a cadeia de valor do algodão em seis países: Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, Paraguai e Peru, obtidas entre 2013 e 2015.

O documento permite analisar os avanços e desafios para a evolução deste setor, abordando as relações estabelecidas entre os principais agentes públicos e privados nacionais.

O projeto regional +Algodão é uma iniciativa executada por Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), governo brasileiro — representado pela Agencia Brasileira de Cooperação (ABC/MRE) — e países parceiros, no âmbito do Programa de Cooperação Internacional Brasil-FAO.

Para a coordenadora regional do projeto, Adriana Gregolin, o documento pode apoiar os países no desenvolvimento de ações, programas e/ou políticas para o setor algodoeiro, funcionando como uma linha de base, especialmente para os países onde a Organização executa a iniciativa da Cooperação Trilateral Sul-Sul.

“É um trabalho que fornece informações de qualidade e acessíveis a todos e, dessa forma, contribui para o fortalecimento institucional e melhoria das condições dos agricultores familiares na região”, disse.

De acordo com o estudo, na América Latina, o cultivo do algodão remonta a milhares de anos e, atualmente, corresponde a uma das culturas agrícolas mais importantes como renda. Embora os países da região mostrem perdas significativas de área produtiva nos últimos 10 anos, o algodão continua como uma oportunidade ou, às vezes, única opção econômica em algumas regiões.

Esta cultura se transformou no sustento de milhões de agricultores e suas famílias, sendo responsável pela geração de emprego e renda, além de contribuir de forma importante para a segurança alimentar, principalmente nos países em desenvolvimento.

De acordo com Adriana Gregolin, o algodão tem importância histórica, social e econômica. No entanto, ela adverte sobre a situação atual de seu cultivo nos países da América Latina e do Caribe. “Os agricultores passam por um processo de diminuição da produção e da área plantada, de sua produtividade no campo e representatividade desta cultura em sua balança comercial”.

Sobre este assunto, o estudo indica que o fortalecimento institucional e o trabalho em conjunto entre as agências governamentais, instituições de pesquisa, mercados e agricultores são apresentados como espaços que oferecem a possibilidade de crescimento econômico e de melhoria substancial na qualidade de vida dos homens, mulheres e jovens agricultores e suas famílias.

Esses espaços gerados podem ajudar a segurança alimentar e a luta contra a pobreza promovendo processos de desenvolvimento local, geração de renda, inclusão social e econômica, com base na premissa de cooperativismo e trabalho em conjunto entre os participantes na cadeia de valor.

Adriana Gregolin comenta que estudos como este são parte das atividades desenvolvidas pelo projeto +Algodão com o objetivo de gerar conhecimento, informação e insumos sobre diversos temas para os atores envolvidos nesta cadeia, visando fortalecer as ações realizadas nos países, de acordo com a realidade, o contexto e a solicitação de cada país parceiro.

“Buscamos conectar as iniciativas de toda a América Latina, nas diferentes formas de produção, com o intuito de fortalecer as capacidades dos países, inclusive dos agricultores produtores de algodão”, explicou.

Projeto +Algodão

O estudo é uma publicação do projeto +Algodão que visa ao fortalecimento do setor algodoeiro por meio da Cooperação Sul-Sul Trilateral. Os sete países parceiros nesta iniciativa são: Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, Haiti, Paraguai e Peru.

O projeto tem como referência a experiência bem sucedida do Brasil no desenvolvimento da produção de algodão para o desenvolvimento de diversas ações nos países parceiros como: apoio à inovação tecnológica, gestão agrícola eficiente e sustentável, melhoria da qualidade e oferta de sementes, assistência técnica e extensão rural, agregação de valor e acesso a mercados.

Clique aqui para acessar o estudo completo (em espanhol). 


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