Estudo da UNESCO revela que desigualdades afetam aprendizagem de alunos na América Latina

Pesquisa ouviu 134 mil crianças do ensino fundamental, incluindo o Brasil. Apesar dos avanços, maioria dos estudantes ainda apresenta baixos níveis de habilidades em linguagem, na leitura e escrita, matemática e ciências naturais.

Foto: Governo Brasil

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A segunda entrega dos resultados do Terceiro Estudo Regional Comparativo e Explicativo (TERCE), coordenado pelo Escritório Regional de Educação da Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) para América Latina e o Caribe (OREALC/UNESCO Santiago) indica avanços em quase todos os países participantes, mas a maioria dos estudantes ainda apresenta baixos níveis de habilidades em linguagem, na leitura e escrita, matemática e ciências naturais.

A pesquisa, apresentada nesta quinta-feira (30), ouviu 134 mil crianças do ensino fundamental, incluindo o Brasil, e descreve o que os alunos sabem e são capazes de fazer em função do seu próprio currículo, assim como os situa em níveis de desempenho de acordo com as metas nacionais de aprendizagem do seu próprio país.

De acordo com o diretor da OREALC/UNESCO Santiago, Jorge Sequeira, “a região tem realizado progressos significativos na alfabetização e na cobertura de seus sistemas educativos, mas ainda permanecem os desafios importantes em termos de qualidade e equidade.

O diagnóstico do TERCE recomenda aprofundar seus resultados preliminares e faz sugestões para possíveis intervenções em termos de prática e política educacional, com o objetivo de executar os aperfeiçoamentos necessários”.